Fotografia: O tempo entre o tempo ( The time between time)

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O tempo sempre deixa marcas. Entre o passado e o presente há muitos tempos vividos. E tantas outras marcas. As janelas refletem o tempo angustiante de hoje, o quase sem tempo para a vida. A luminária, o tempo onde a passos lentos construíamos a vida. O tempo futuro é a linha do horizonte com um ponto de interrogação.

Time always leaves marks. Between the past and the present there are many times lived. And so many other brands. The windows reflect the anguishing time of today, the almost no time for life. The lamp, the time when we were slowly building our lives. Future time is the horizon line with a question mark.

Foto: Chronosfer.

Fotografia: Reconstrução ( Reconstruction)

Manhã

Depois da chuva,olhar o que ainda tem a fazer e o já feito, aqui de fora tudo parece muito rápido. Do lado de dentro, é mais lento. O tempo se arrasta, as horas se alongam como elásticos, os minutos diminuem sua corrida. Porém, a reconstrução sempre será o ponto de partida e, quem sabe, de chegada. Onde ontem era apenas um estacionamento, hoje é lama e reflexos nas poças sobreviventes. A espera do dia começar, os trabalhadores nutrem essa eterna esperança de ali, onde hoje é um vazio imenso, seja uma nova construção repleta de vidas e mais vidas. Dentro ainda é lento, mas lá fora a vida não pode esperar.

After the rain, look what still has to do and what has already done, out here everything seems very fast. Inside, it’s slower. Time drags on, hours stretch like elastics, minutes slow down. However, rebuilding will always be the starting point and, perhaps, of arrival. Where yesterday was just a parking lot, today is mud and reflections in the surviving puddles. The waiting of the day begins, the workers nourish this eternal hope of there, where today is a huge emptiness, be a new construction full of lives and more lives. Inside is still slow, but out there life can not wait.

Fotografia: A estação do meu tempo ( The season of my time)

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O outono aos poucos vai abrindo as portas para o inverno. Cumpre o ritual das estações. O tempo olha desconfiado a transição do próprio tempo de cada estação. Acolhe, em silêncio, a visita inesperada da chuva e das folhas coloridas, quase douradas das árvores. É a minha estação que habita em cada volta do ponteiro do relógio. Um tempo ainda visível aos meus olhos, aos meus sentidos.  minha estação vive dentro do tempo. Eu, hoje, vivo dentro de mim e do tempo que me cabe viver.

A foto acima reflete o meu momento. Ao lado do prédio onde moro, existia um estacionamento. Foi posto abaixo para a construção de torres habitacionais. Ainda está de ali, como testemunha, de janelas fechadas, portas abertas, o que ainda lembra o passado de ontem. Mostra, sobretudo, o meu momento. De desconstruir a doença que está em mim, e reconstruir minha vida. A foto é um símbolo para os meus dias.

Autumn is slowly opening the doors for winter. Fulfill the ritual of the seasons. Time looks suspiciously at the transition of each season’s own time. He receives, in silence, the unexpected visit of the rain and the colorful, almost golden leaves of the trees. It is my station that dwells at every turn of the clock. A time still visible to my eyes, to my senses. my station lives within the time. I, today, I live within myself and the time that I have to live.

The photo above reflects my moment. Next to the building where I live, there was a parking lot. It was put down for the construction of housing towers. It is still there, as a witness, of closed windows, open doors, which still reminds us of yesterday's past. It shows, above all, my moment. To deconstruct the disease that is in me, and to rebuild my life. The photo is a symbol for my days.