Fotografia: Estamos mesmo em 2020? (We’re even in 2020?)

A ficção histórica pode nos socorrer para entendimento dos dias de hoje. Traçar um paralelo com os anos 1000 com os 2020 que hoje vivemos é mais que interessante. Instiga não apenas o imaginário mas sobretudo nos conduz por caminhos que imaginávamos estar adormecidos nesses distantes séculos das trevas, onde a opressão total e plena sobre o ser humano era comandada por poucos. E por muito pouco, vidas eram sacrificadas. Uma colheita, por exemplo, que não fosse bem sucedida era motivo de atos de barbárie. E assim caminhavam os anos. E mesmo mais adiante, com o Iluminismo, renascimento o muito que avançamos também se traduziu em sacrifícios em outras partes do então pequeno mundo feito para ser descoberto. As Américas e a África são testemunhas. 2020. Quanto foi feito em nível de tecnologia, para ficar apenas nela? O suficiente para que enfim nos libertássemos da idade das trevas. 2020. Tudo o que vivo é o que foi vivido nesses tristes anos 1000. Não, não estamos em 2020. Não sei em que ano vivemos e o quanto realmente avançamos como seres humanos.

Historical fiction can help us to understand today. Drawing a parallel with the 1000s with the 2020s we live in today is more than interesting. It instigates not only the imaginary but above all leads us along paths that we imagined to be dormant in these distant centuries of darkness, where total and full oppression over the human being was commanded by a few. And by very little, lives were sacrificed. A harvest, for example, that was not successful was the cause of acts of barbarism. And so the years went on. And even later, with the Enlightenment, rebirth the much we have advanced has also translated into sacrifices in other parts of the then small world made to be discovered. The Americas and Africa are witnesses. 2020. How much has been done at the technology level, to stay only in it? Enough for us to finally free ourselves from the dark ages. 2020. All I live is what was lived in these sad 1000 years. No, it’s not 2020. I don’t know what year we live in and how far we really are as human beings.

La ficción histórica puede ayudarnos a entender hoy en día. Dibujar un paralelismo con la década de 1000 con la década de 2020 en la que vivimos hoy es más que interesante. No sólo instiga lo imaginario, sino que sobre todo nos guía por caminos que imaginamos que están inactivos en estos lejanos siglos de oscuridad, donde la opresión total y plena sobre el ser humano fue mandado por unos pocos. Y por muy poco, las vidas fueron sacrificadas. Una cosecha, por ejemplo, que no tuvo éxito fue la causa de actos de barbarie. Y así pasaron los años. E incluso más tarde, con la Ilustración, el renacimiento lo mucho que hemos avanzado también se ha traducido en sacrificios en otras partes del entonces pequeño mundo hecho para ser descubierto. Las Américas y Africa son testigos. 2020. ¿Cuánto se ha hecho a nivel tecnológico, para permanecer sólo en él? Suficiente para que finalmente nos liberemos de las edades oscuras. 2020. Todo lo que vivo es lo que se vivió en estos tristes 1000 años. No, no es 2020. No sé en qué año vivimos y qué tan lejos estamos realmente como seres humanos.

Foto: Chronosfer. Para João Alberto.

38 comentários em “Fotografia: Estamos mesmo em 2020? (We’re even in 2020?)

    1. Oi Dulce, escrevi com uma tristeza imensa, depois de mais um ato de barbárie e aqui em Porto Alegre. Havia relido toda a saga da construção de uma catedral que começa em 997 e vai até 1557 ou próximo, e há marcas profundas da Idade das Trevas e seus métodos. Na essência não difere nada do que acontece hoje, apenas estamos mais sofisticados. Por óbvio, há gente fantástica que busca humanidade em nossas vidas. É uma longa caminhada. Na minha em particular, ela é de altos e baixos, faz parte e é normal, a adaptação de um novo intestino, reorganização interna dos outros órgãos leva um certo tempo, mas o pior, para todos nós, é a pandemia, que, para mim, além depois risco de contaminação estou impedido de sair e, por exemplo, fazer toda a recuperação física que preciso em academia. Passei um mês me recuperando de distensão muscular no abdômen com tratamento conservador e agora aos poucos estou de volta. Desejo que estejas bem, com tua família e o pequeno Vasco. O meu abraço carinhoso.

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      1. ¡Qué Alegría encontrarte Fernando! Hoy parece que se ha encendido una luz en algún lugar ..
        Genial tu post, como siempre es encantador leerte, ver tu mirada, escuchar la música .. ¡verdaderamente el sol ha salido por aquí! (Con eso basta) ¡Besos!

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      2. aos poucos retornando, minha querida. lamento apenas que tenha que ser com uma dor profunda da barbárie a que João Alberto foi submetido com a vida. mas, saber que estás presente, que caminhas junto, posso eu dizer que o sol está firme e forte e suave em nós. beijo e todo o meu amor.

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  1. Antes de mais nada manifesto minha alegria por me deparar com uma postagem sua. Estava fazendo falta. Em segundo lugar esta reflexão meu caro não é para qualquer um. Como diria Eric Hobsbwaw ‘nestes tempos em que tanta gente acha que o mundo e a vida começou a partir do nascimento delas’ sua reflexão parecerá coisa de extraterrestre.
    Abraços.

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    1. Oi Estevam, muito obrigado pela palavra afetiva. O texto, mínimo dos mínimos para poder ser lido aqui e que vale livros e mais livros sobre. Como sofri distensão muscular no abdômen e o tratamento foi conservador ou seja repouso total, pude ler toda a saga do livro Os pilares da terra, Ken Follet, que seguiu com Mundo sem fim e Coluna de fogo, para lançar o que é na verdade o primeiro da série apenas em 2020, O crepúsculo e a aurora. E assisti a minissérie, com todas as ressalvas possíveis pela liberdade de roteiro. O período é de quase 1000 dc até 1573 dc. Então é interessante traçar paralelo desde a Idade das Trevas até os dias de hoje. Aproveitei e fiz algumas pesquisas sobre História do período, e a condição humana, seu comportamento, por exemplo, absolutamente em nada mudou. A barbárie continua e a violência também. Até penso que os métodos são quase os mesmos. Os valores humanos reduzidos a quase nada por quem deveria e deve estimular o espírito coletivo. E se voltarmos ainda mais no tempo…bom, podes imaginar. Quero estudar mais ainda, juntar outras pontas. Na verdade, percebi que já vinha fazendo isso, valendo-me de prédios antigos, janelas, portas. Enfim, muito o que estudar e sobretudo fazer. Um grande e carinhoso abraço.

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      1. Eu não sou um historiador, mas, estudei e estudo História da Filosofia e Filosofia da História. Nestes estudos aprendi que a tão propalada ‘idade das trevas’ não foi assim tão escura. No período citado por você, tivemos só para ilustrar São Francisco de Assis, São Domingos, Santo Tomaz de Aquino, Abelardo, Maquiavel, Galileu, Copérnico, Lutero, enfim, muita luz brilhou, para ficar apenas nas pessoas. Claro que muita coisa obscura aconteceu. Minha observação não é questionamento meu caro, apenas, mais uns elementos para nossos bate papos. Fraterno abraço.

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      2. Tua presença faz crescer o post. Claro que sim, há momentos que são essenciais para a humanidade e fico com Francisco como paradigma até porque estive em Assis e bom não tenho palavras. Debruçar sobre a formação dos poderes e suas ações sobre as populações é algo que eu estou procurando entrelaçar com o hoje. E também há em nosso tempo nomes que podem nos conduzir por caminhos mais justos e solidários. O exercício do poder no entanto continua intacto assim como a opressão. Nada mudou . É uma conversa longa que vamos mais adiante fazer com café, muito café.

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    1. Oi Gabriela, nossas conversas estão de volta! Falta o café ☕️! Bom, tuas palavras me trouxeram uma canção maravilhosa do Ivan Lins: Bandeira do divino. A tantas a letra diz: Assim como os três reis magos/que seguiram a estrela guia/a bandeira segue em frente/atrás de melhores dias, aí aí….. Uma bela canção, vale escutar. Muito obrigado, querida, sempre feliz em te encontrar. Um abraço carinhoso e cuide-se muito. Beijo.🎶💐🎶☕️❤️❤️

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      1. Ainda bem!
        Estava sentindo falta.
        Estou com o meu cafezinho na mão 😃
        Linda letra, confesso que não conhecia. Escutarei, pode deixar!
        Grande abraço, querido e cuide-se também 🌺❤️☕

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  2. I think we are right now in a real DARK AGE when even presumably rational people start following and promoting weird and revanchist conspiracy theories (usually also racists and right-winged). Here in Germany for example, there is one well-known vegane cook alleging that the throne of Satan is standing right now on our nice Museum Island here in Berlin (he means old Babylonic archeological findings in a museum. sic!). But despite this complete stupidity thousands of people joined his rallys here during Summer, unbelievable but true.

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    1. we are really living in a very complicated and complex period that does not come from today. for me, a narrative constructed over time that erodes the best in the human being and its values. I think that we can still reverse this with great awareness and above all coherence of leaders in search of humanism. thank you so much!

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  3. Caro Amigo,

    fiquei muito preocupado com a sua ausência. Espero que o organismo esteja reagindo bem. A Casa UAÍMA é sua – e repito: quando vier até BH, me avise antes, você será bem recebido.

    Para mim, foi um alívio a sua nova visita. Um abraço na Família.
    DARLAN

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    1. Meu amigo Darlan, a recuperação está mais lenta em função da pandemia, falo na questão física pois tive perda de massa muscular, enfim, passei por distensão muscular no abdômen e agora tudo ok. Mas claro, o café e o tinto na mesa. Grande abraço e muito obrigado e cuide-se.

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  4. Querido Fernando,tus palabras demuestran que el tiempo,en realidad,ni sucede,ni pasa …somos nosotros, espíritus que habitan cascarones de carne y hueso,quienes pasamos sobre el tiempo y su hojarasca.Desafortunadamente,parece que no acabamos de aprender a andar sobre el tiempo de modo que los errores y horrores,el dolor,la herida no sea la única huella de nuestro paso.Aún así…caminemos sobre el tiempo! Un abrazo bien grande.

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