Fotografia: Dia após dia (Day by day)

Há um quê de ritual, de cerimônia quando a travessia pelo lago busca encontrar do outro lado a terra da cidade. Há um quê de mistério no lento caminhar dos cascos nos olhos dos espelhos, que acolhem a distância com outros mais mistérios do lado de dentro. Há um quê de vida que emerge no triste olhar de quem cumpre o seu destino no silêncio do próprio silêncio. Dia após dia, sempre há o retorno às sombras do que ainda insiste em ser apenas o que é o seu destino: viver o seu dia.

There is a kind of ritual, of ceremony when the crossing of the lake seeks to find on the other side the land of the city. There is a matter of mystery in the slow walk of the hooves in the eyes of mirrors, which welcome the distance with other more mysteries on the inside. There is a way of life that emerges in the sad gaze of those who fulfill their destiny in the silence of their own silence. Day by day, there is always a return to the shadows of what still insists on being just what your destiny is: to live your day.

Hay una especie de ritual, de ceremonia cuando el cruce del lago busca encontrar en el otro lado la tierra de la ciudad. Hay una cuestión de misterio en el lento paseo de las pezuñas a los ojos de los espejos, que acogen la distancia con otros misterios más en el interior. Hay un modo de vida que emerge en la mirada triste de aquellos que cumplen su destino en el silencio de su propio silencio. Día tras día, siempre hay un regreso a las sombras de lo que todavía insiste en ser lo que tu destino es: vivir tu día.

Foto: Chronosfer. Lagoa dos Patos, Mostardas. Rio Grande do Sul.

17 comentários em “Fotografia: Dia após dia (Day by day)

    1. Sabe, Odonir, eu sempre, como pisciano, vivi o mar intensamente assim como o rio, a lagoa…depois, passei a ser das montanhas. Tenho paixão de estar na serra quando posso e conto o tempo para que possa retornar logo. Mas, confesso, uma saudade imensa do mar me habita. Um grande abraço carinhoso.

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    1. Pois então, por absoluta falta de tudo, decidi republicar fotos com textos e músicas diferentes, dentro de uma ideia básica: o depois nunca é o mesmo. Assim, é uma experiência legal ter uma outra história para contar. Uma outra travessia com toda essa água….Lô está sempre presente e o disco do tênis é daqueles que me acompanham desde 1972, ano do seu “nascimento”. Grande abraço, Estevam e muito obrigado.

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  1. Muito lindo e emocionante isto: “Há um quê de vida que emerge no triste olhar de quem cumpre o seu destino no silêncio do próprio silêncio.” Sem palavras, o silêncio, em meio ao caos, tem sido companhia. Espero que se encontre bem. Abraço.

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