Fotografia: Partir e chegar (Leave and arrive)

Antes de o dia partir, a solidão do barco, das águas e das nuvens se fez no caminhar lento dos trilhos, que acompanham o mistério dos sonhos. No cais, nos trilhos, nos armazéns vazios o sol é passado. A lua, futuro. Nos olhos, o presente é o que às vezes esquecemos o que ele é.

Before the day depart, the solitude of the boat, the waters and the clouds took place in the slow walk of the trails, which accompany the mystery of dreams. On the pier, on the tracks, in the empty warehouses the sun is passed. The moon, future. In the eyes, the present is what we sometimes forget what he is.

Antes de que partira el día, la soledad del barco, las aguas y las nubes tuvieron lugar en el lento paseo de los senderos, que acompañan el misterio de los sueños. En el muelle, en las vías, en los almacenes vacíos se pasa el sol. La luna, el futuro. A los ojos, el presente es lo que a veces olvidamos de lo que es.

Foto: Chronosfer. Porto Alegre.

Fotografia: Estamos mesmo em 2020? (We’re even in 2020?)

A ficção histórica pode nos socorrer para entendimento dos dias de hoje. Traçar um paralelo com os anos 1000 com os 2020 que hoje vivemos é mais que interessante. Instiga não apenas o imaginário mas sobretudo nos conduz por caminhos que imaginávamos estar adormecidos nesses distantes séculos das trevas, onde a opressão total e plena sobre o ser humano era comandada por poucos. E por muito pouco, vidas eram sacrificadas. Uma colheita, por exemplo, que não fosse bem sucedida era motivo de atos de barbárie. E assim caminhavam os anos. E mesmo mais adiante, com o Iluminismo, renascimento o muito que avançamos também se traduziu em sacrifícios em outras partes do então pequeno mundo feito para ser descoberto. As Américas e a África são testemunhas. 2020. Quanto foi feito em nível de tecnologia, para ficar apenas nela? O suficiente para que enfim nos libertássemos da idade das trevas. 2020. Tudo o que vivo é o que foi vivido nesses tristes anos 1000. Não, não estamos em 2020. Não sei em que ano vivemos e o quanto realmente avançamos como seres humanos.

Historical fiction can help us to understand today. Drawing a parallel with the 1000s with the 2020s we live in today is more than interesting. It instigates not only the imaginary but above all leads us along paths that we imagined to be dormant in these distant centuries of darkness, where total and full oppression over the human being was commanded by a few. And by very little, lives were sacrificed. A harvest, for example, that was not successful was the cause of acts of barbarism. And so the years went on. And even later, with the Enlightenment, rebirth the much we have advanced has also translated into sacrifices in other parts of the then small world made to be discovered. The Americas and Africa are witnesses. 2020. How much has been done at the technology level, to stay only in it? Enough for us to finally free ourselves from the dark ages. 2020. All I live is what was lived in these sad 1000 years. No, it’s not 2020. I don’t know what year we live in and how far we really are as human beings.

La ficción histórica puede ayudarnos a entender hoy en día. Dibujar un paralelismo con la década de 1000 con la década de 2020 en la que vivimos hoy es más que interesante. No sólo instiga lo imaginario, sino que sobre todo nos guía por caminos que imaginamos que están inactivos en estos lejanos siglos de oscuridad, donde la opresión total y plena sobre el ser humano fue mandado por unos pocos. Y por muy poco, las vidas fueron sacrificadas. Una cosecha, por ejemplo, que no tuvo éxito fue la causa de actos de barbarie. Y así pasaron los años. E incluso más tarde, con la Ilustración, el renacimiento lo mucho que hemos avanzado también se ha traducido en sacrificios en otras partes del entonces pequeño mundo hecho para ser descubierto. Las Américas y Africa son testigos. 2020. ¿Cuánto se ha hecho a nivel tecnológico, para permanecer sólo en él? Suficiente para que finalmente nos liberemos de las edades oscuras. 2020. Todo lo que vivo es lo que se vivió en estos tristes 1000 años. No, no es 2020. No sé en qué año vivimos y qué tan lejos estamos realmente como seres humanos.

Foto: Chronosfer. Para João Alberto.

Fotografia: Traços da vida (Traces of life)

O nascimento da civilização foi o início do seu fim.

The birth of civilization was the beginning of its end.

El nacimiento de la civilización fue el principio de su fin.

Foto: Chronosfer.

A ausência não foi pelo câncer, negativado até o momento. Apenas, na recuperação física, uma lesão nas costelas que limitaram meus movimentos. Agora, tudo ok. Aos poucos, retorno às visitas e leituras aos blogs amigos de sempre.

The absence was not due to cancer, negative so far. Just, in physical recovery, a rib injury that limited my movements. Now, everything’s okay. Gradually, I return the visits and readings to the blogs friends of always.

La ausencia no se debió a cáncer, negativo hasta ahora. Sólo, en la recuperación física, una lesión en las costillas que limitó mis movimientos. Ahora, todo está bien. Poco a poco, devuelvo las visitas y lecturas a los blogs amigos de siempre.

Fotografia: Um dia dentro do dia (A day within the day)

O sol queima as horas e a sombra ameniza os minutos. O lento caminhar, o velho mercado quase em ruínas revelam um outro dia. O dia que um dia foi tão presente no passado que hoje é apenas cansaço dentro e fora do seu tempo. Os olhos se acostumaram com o destino do mercado. O sol, apenas ilumina a realidade que a sombra não consegue esconder.

The sun burns the hours and the shadow softens the minutes. The slow walk, the old market almost in ruins reveal another day. The day that one day has been so present in the past that today is just tiredness in and out of your time. The eyes have become accustomed to the fate of the market. The sun only illuminates the reality that the shadow cannot hide.

El sol quema las horas y la sombra suaviza los minutos. El paseo lento, el viejo mercado casi en ruinas revelan otro día. El día que un día ha estado tan presente en el pasado que hoy es sólo cansancio dentro y fuera de su tiempo. Los ojos se han acostumbrado al destino del mercado. El sol sólo ilumina la realidad que la sombra no puede ocultar.

Foto: Chronosfer.

Ficção: Viver cada dia (Live every day)

Os vestígios do cansaço desapareceram, quando o horizonte abriu e a chuva chegou para o lados do anoitecer onde a lua ilumina as nascentes da minha palavra. ( sei, as palavras valem muito pouco nesse setembro salinizado pelas âncoras dos verbos ) e o sol nas entranhas, como labaredas nesta terra avermelhada de casas destelhadas na paisagem coagulada pela esperança idosa e branda de um inverno que transpira o suor dos lábios cerrados, dos leitos dos rios e dos mares, guarda seus raios em nervos sanguíneos, que cabem na palma de mão, formando anéis nos dedos envelhecidos pela colheita dos que não bebem uma gota de água no seu tempo. ( Os parreirais choram seus frutos desaguados. )

Se o tempo existisse entre as paredes que protegem o sul dos ventos que vêm do norte, secos e frios, úmidos e escuros como o inverno com seus córregos, seus lumes em pequenos fachos e seus gravetos e lascas de lenha, com suas chamas e cinzas estalando e acendendo o fogo de nossas almas rubras, clandestinas, que se inventam e rejuvenescem pelas correntezas ardentes, correspondem-se, mas não ousam o toque, o sinal para a vida, para a árvore em bronze, que alça se voo, que se despede ( lá fora a chuva é um quadro acinzentado, emoldurado pelos pinheiros, pela noite, pelas estrelas, com seu brilho escondido, pela calma de um beijo sem cicatriz. )

E as vozes, algumas delas do passado, outras do futuro, nos procuram no presente, enlaçadas no metal quente, quebram os silêncios e os medos, apontam as ferrugens e as fragilidades e juntas sopram seus veios de pequenas coisas pelas janelas, pelas portas, numa conjunção de nuvens e espelhos.

E então, descobrimos que nascemos distantes um do outro, descobrimos que sabemos intuir o tempo um no outro, e assim vamos renascendo no tempo dos tempos, por vezes impenetráveis, nunca tarde, e o meu olhar não é o olhar para trás nem para frente, é o olhar de estar neste tempo ao mesmo tempo sem saudade da lágrima derramada nos vidros de outros tempos.

Também sei, o meu fim é o começo de tudo e o meu consolo é o próprio tempo porque me segura, não me deixa parar, gritar e morrer antes do amanhecer, quando a terra abre, vulcânica, outras terras, ensolaradas, solteiras, que repousam no alimento das raízes protegidas do sereno que a noite não expulsa deste chão de infinitos atalhos, que surgem pelas fendas das estações despidas de suas asas e auréolas.

Mas o que nos une é a folha que cumpre o seu destino de escorregar no limo das pedras úmidas, de voar pelas calçadas e pelas gramas e ao cair gera o que sentimos através dos olhos das luz, que é filha da partida e dos braços ásperos e rudes da coragem, que não esmorece nas sombras deste noite febril de setembro, quando no fundo dos rios e dos mares das madrugadas sem fim, nossos abismos são esquecidos pela fome e pela sede do mesmo olhar, do mesmo amor, que sabem ser ávidos no amanhã comum, que por vez mergulha no fluxo irresistível da vida.

Foto: Chronosfer.

This text was written the day before the surgery I had in January 2019 to remove bowel cancer. Because it’s long, I didn’t do the translations. I apologize, it would be a very long and tiring post. So if you want to read, please go to Google Translate. Thank you so much.

Este texto fue escrito el día antes de la cirugía que tuve en enero de 2019 para extirpar el cáncer de intestino. Porque es largo, no hice las traducciones. Me disculpo, sería un post muy largo y agotador. Así que si quieres leer, por favor ve a Google Translate. Muchas gracias.

Fotografia: Porta à vida (Door to life)

As portas como as janelas são sinais. Abertas ou fechadas, pouco importa, sempre enviam mensagens. À vida. O tempo, amigo inexorável delas, se entrelaça com nossos pensamentos e torna a realidade outro sinal para, quem sabe, mudanças profundas na humanidade. Necessárias, fundamentais. Inadiáveis. Humanas, sobretudo.

Doors like windows are signs. Open or closed, it doesn’t matter, they always send messages. To life. Time, their inexorable friend, interweaves with our thoughts and makes reality another sign for, who knows, profound changes in humanity. Necessary, fundamental. It’s unpostponed. Human, especially.

Puertas como ventanas son señales. Abierto o cerrado, no importa, siempre envían mensajes. Por la vida. El tiempo, su amigo inexorable, se entreteje con nuestros pensamientos y hace realidad otra señal para, quién sabe, cambios profundos en la humanidad. Necesario, fundamental. No está aplazado. Humano, especialmente.

Foto: Chronosfer. Buenos Aires. – Meu afastamento tem uma razão simples: avaliação e recuperação física. Aos poucos, voltando ao normal e mais tranquilo. E também de volta ao Chronos, e a todos os que o acompanham.

My removal has a simple reason: physical evaluation and recovery. Gradually returning to normal and quieter. And also back to Chronos, and to all who accompany it.

Mi eliminación tiene una razón simple: evaluación física y recuperación. Poco a poco volver a la normalidad y más tranquilo. Y también de vuelta a Chronos, y a todos los que lo acompañan.

Fotografia: Água do tempo (Time water)

A água acolhe o tempo. Acolhe as estações. Nutre pelas folhas do passado amor. Em seu movimento, prédios se transformam. Torna abstrato o presente. E é lá dentro, no fundo, que a realidade descansa em nossos olhos.

Water welcomes time. Take in the stations. Nourishes by the leaves of the past love. In their movement, buildings transform. Makes the present abstract. And it’s in there, deep down, that reality rests in our eyes.

Water welcomes time. Take in the stations. Nourishes by the leaves of the past love. In their movement, buildings transform. Makes the present abstract. And it’s in there, deep down, that reality rests in our eyes.

Foto: Chronosfer.

Fotografia: O tempo, apenas (Time, only)

O que é o tempo se não reflexo do próprio tempo. O que é o reflexo se não o próprio tempo dentro de si mesmo. O que somos nós se não o reflexo do tempo do lado de fora do espelho. O que é o espelho se não o tempo atravessando o dentro de todos os outros tempos.

What is time if not a reflection of time itself. What is the reflection if not the time itself within itself. What are we if not the reflection of time outside the mirror. What is the mirror if not time going through the inside of all other times.

¿Qué es el tiempo si no un reflejo del tiempo en sí. ¿Cuál es la reflexión si no el tiempo mismo dentro de sí mismo. ¿Qué somos si no el reflejo del tiempo fuera del espejo. ¿Cuál es el espejo si no el tiempo pasa por el interior de todos los demás tiempos.

Foto: Chronosfer. Alkmaar, Holanda.

1 – Os exames complementares tiveram resultados ok. Sem problemas, meu estado de saúde é ótimo.

1 – The complementary tests had ok results. No problem, my health is great.

1 – Las pruebas complementarias tuvieron resultados correctos. No hay problema, mi salud es óptima.

2 – Por orientação médica, tenho ficado muito pouco junto ao pc, e um pouco mais com o iphone. Abri uma conta no instagram (https://instagram.com/fernandorozano/) para pôr algumas fotografias como uma espécie de “livro”. Bom, com isso descobri que, o iphone não aceita (ou não sei usar adequadamente) like em blog/site que não seja wordpress.com; não consigo fazer comentários em vários blogs/sites que têm que preencher formulário, que é recusado não sei por qual razão. Peço desculpas a todos que não tenho conseguido acompanhar, estou tentando uniformizar a entrada de todos os seguidores no Leitor para ter acesso igual a cada um que acompanha este Chronos.

2 – By medical advice, I have stayed very little next to the pc, and a little more with the iphone. I opened an account on instagram (https://instagram.com/fernandorozano/) to post some photographs as a kind of “book”. Well, with this I found that, the iphone does not accept (or do not know how to use properly) like on blog / site that is not wordpress.com; I can’t comment on various blogs/sites that have to fill out form, which is declined don’t know why for what reason. I apologize to everyone who I have not been able to keep up, I’m trying to standardize the entry of all followers in the Reader to have equal access to each one that accompanies this Chronos.

2 – Por consejo médico, me he quedado muy poco al lado de la PC, y un poco más con el iPhone. Abrí una cuenta en instagram (https://instagram.com/fernandorozano/) para publicar algunas fotografías como una especie de “libro”. Bueno, con esto encontré que, el iphone no acepta (o no sé cómo utilizar correctamente) como en el blog / sitio que no es wordpress.com; No puedo comentar en varios blogs / sitios que tienen que llenar el formulario, que se rechaza no sé por qué razón. Pido disculpas a todos los que no he podido mantener el día, estoy tratando de estandarizar la entrada de todos los seguidores en el Lector para tener el mismo acceso a cada uno que acompaña a este Chronos.

Fotografia: Natureza (Nature)

A surpresa diante dos olhos acontece sempre. Sem aviso antecipado, apenas acontece. A natureza é plena, nós é que a surpreendemos com a fúria da destruição. Os olhos ainda podem repousar em lugares assim. Existem porque a resistência da natureza é maior que o poder destruidor que a ameaça todos os dias. E mostra toda a sua paz e beleza.

The surprise before the eyes always happens. Without early warning, it just happens. Nature is full, we are the ones who surprise it with the fury of destruction. The eyes can still rest in places like this. They exist because nature’s resistance is greater than the destructive power that threatens it every day. And it shows all its peace and beauty.

La sorpresa ante los ojos siempre sucede. Sin una advertencia temprana, simplemente sucede. La naturaleza está llena, somos nosotros los que la sorprendemos con la furia de la destrucción. Los ojos todavía pueden descansar en lugares como este. Existen porque la resistencia de la naturaleza es mayor que el poder destructivo que la amenaza todos los días. Y muestra toda su paz y belleza.

Fotos: Chronosfer.

Minha ausência tem um motivo: complementos dos exames de controle. Amanhã termina a última revisão, a do cateter e circulação sanguínea. Está tudo ok. Apenas procedimento de rotina, mas ocupa tempo.

My absence has one reason: control exam complements. Tomorrow ends the last revision, that of the catheter and blood circulation. It’s okay, it’s okay. Just routine procedure, but takes up time.

Mi ausencia tiene una razón: los complementos del examen de control. Mañana termina la última revisión, la del catéter y la circulación sanguínea. Está bien, está bien. Sólo un procedimiento rutinario, pero toma tiempo.

Fotografia: Um dia de paz (A day of peace)

O dia quando parte para outros lugares, deixa uma marca infinita: a paz do sol se encontrando com o céu pintado com as cores do momento. É na construção desse momento que olhamos para dentro e passamos a acreditar da nossa engenharia para a paz. A paz que a natureza oferece a cada instante de nossas vidas.

The day when it leaves to other places, leaves an infinite mark: the peace of the sun meeting the sky painted with the colors of the moment. It is in the construction of this moment that we look inside and come to believe in our engineering for peace. The peace that nature offers every moment of our lives.

El día en que sale a otros lugares, deja una marca infinita: la paz del sol que se encuentra con el cielo pintado con los colores del momento. Es en la construcción de este momento que miramos dentro y llegamos a creer en nuestra ingeniería para la paz. La paz que la naturaleza ofrece en cada momento de nuestras vidas.

Foto: Chronosfer.