Fotografia: Colagem da natureza (Nature collage)

Em frente a minha janela mora um pinheiro. Acompanho-o dia após dia, em todas as estações. Desde o seu verde espetado até a ferrugem no inverno, as pinhas despencando perto do Natal e ser um ponto obrigatório de parada para os pássaros. Ele tem a companhia de outro pinheiro, mais a esquerda, e juntos se completam em seus galhos muitas vezes entrelaçados. Em algum dia perdido no meu calendário, olhei para um movimento diferente bem na direção dos meus olhos. O sol já havia anunciado que seria mais quente que os outros dias, e se fez o contraluz. A dança que testemunhava era de uma borboleta. Depois do registro, o que ficou é a imagem do post. Parece uma montagem, quase uma colagem talvez, mas contraste que permanece fustiga o imaginário a voar para além da imagem e dos pensamentos.


In front of my window lives a pine tree. I accompany you day after day, in all seasons. From its spiky green to rust in winter, the pine cones plummeting near Christmas and be a must-stop for birds. He has the company of another pine tree, more to the left, and together they complete themselves in its branches often intertwined. At some time lost in my calendar, I looked at a different movement right in the direction of my eyes. The sun had already announced that it would be hotter than the other days, and the backlight was made. The dance i witnessed was a butterfly. After registration, what remained is the image of the post. It looks like an assembly, almost a collage perhaps, but contrast that remains squeathes the imaginary to fly beyond the image and thoughts.


Frente a mi ventana vive un pino. Te acompaño día tras día, en todas las estaciones. Desde su verde espigado hasta el óxido en invierno, los conos de pino se desploman cerca de Navidad y son imprescindibles para las aves. Él tiene la compañía de otro pino, más a la izquierda, y juntos se completan en sus ramas a menudo entrelazadas. En algún momento perdido en mi calendario, miré un movimiento diferente en la dirección de mis ojos. El sol ya había anunciado que sería más caliente que los otros días, y la luz de fondo se hizo. El baile que presencié fue una mariposa. Después del registro, lo que quedó es la imagen del post. Parece un ensamblaje, casi un collage tal vez, pero el contraste que permanece chirria el imaginario para volar más allá de la imagen y los pensamientos.









Foto: Chronosfer.

Fotografia: Lua ao amanhecer (Moon at dawn)

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O ciclo da noite se transformou em dia. Antes de o sol chegar, a lua iluminou os olhos da manhã. Depois, partiu. Outros lugares também precisam da sua luz.

The night cycle turned into a daytime. Then he left. Other places also need your light.

El ciclo nocturno se convirtió en un día. Luego se fue. Otros lugares también necesitan su luz.

Foto: Chronosfer. Pausa. Um tempo apenas. Contado em dias, seis. E logo estarei de volta. O corpo e a mente estão pedindo descanso. No retorno coloco em dia o que está em atraso. E peço desculpas por isso. Todos estarão em pensamento comigo e me ajudando como até agora. Muito obrigado.

Break. Just a while. Counted in days, six. And soon I’ll be back. The body and the mind are asking for rest. On the return I catch up on what is in arrears. And I apologize for that. Everyone will be thinking to me and helping me like so far. Thank you so much.

Romper. Sólo un rato. Contado en días, seis. Y pronto volveré. El cuerpo y la mente están pidiendo descanso. A la vuelta me reuní con lo que está atrasado. Y me disculpo por eso. Todo el mundo estará pensando para mí y ayudándome como hasta ahora. Muchas gracias.

Fotografia: Voar com a música (Flying with music)

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As ruas cobertas com a sonoridade do cotidiano. As paredes e muros com a arte da música, convite ao toque mágico dos acordes. Voar. Caminhar. Fechar os olhos. O silêncio para viver. Não importa como. A música é o voo para o nosso dentro. Nossa alma.

The streets covered with a sonority do everyday. The walls and wall with the art of music, invitation to the magical touch of the chords. Fly. Walk. Close your eyes. The Silence to live. It doesn’t matter how. The music is the flight to our inside. Our soul.

Foto: Chronosfer. Montevidéu, Uruguai.

Fotografia: Moldura natural (Natural frame)

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A natureza muitas vezes é silenciosa. Revela seus segredos para o olhar assim, como uma obra de arte dentro de uma moldura. Livre das linhas que confinam sua arte, faz do cotidiano sua moldura. Sem jamais sacrificar uma única folha para isso. A natureza é a própria arte em vida e à vida. #SOSAMAZONIA

Nature is often silent. It reveals its secrets to the look like this, as a work of art within a frame. Free from the lines that confine its art, it makes the daily its frame. Without ever sacrificing a single leaf for that. Nature is the very art of life and life. #SOSAMAZONIA

Foto: Chronosfer. Marken, Holanda.

Fotografia: Cores da vida (Colors of life)

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As cores não escolhem estação. As estações, às vezes imagino, escolhem as cores. Elas habitam nossas retinas no outono e na primavera, se ausentam no inverno, amadurecem no verão. Entre elas, os silêncios do p&b instigam o imaginário. A vida somos o que sentimos e olhamos através dos nossos sonhos e da retinas.

Colors don’t choose season. The seasons, sometimes I imagine, choose colors. They inhabit our retinas in the fall and spring, if they are absent in winter, ripen in the summer. Among them, the silence of the b&w instigate the imaginary. Life is what we feel and look through our dreams and retinas.

Foto: Chronosfer. Gramado, Rio Grande do Sul.

Fotografia: O tempo do sol (The time of the sun)

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O sol atravessa os tempos. Marca seu tempo dentro do próprio movimento. Hoje, em despedida aqui, quando do outro lado do mundo nasce. Esconde-se da lua, com quem divide o espaço do tempo. E cada um, em seu tempo, vibra em cores, silêncios e p&b. O tempo do sol reflete na água doce os olhos dos movimento do relógio.

The sun goes through the times. It marks your time within the movement itself. Today, in farewell here, when the other side of the world is born. He hides from the moon, with whom he divides the space of time. And each, in their time, vibrate in colors, silences and b&w. The time of the sun reflects in the freshwater the eyes of the movement of the watch.

Foto: Chronosfer. Puerto Madero, Buenos Aires.

 

Fotografia: Mais um dia (One More day)

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Os dias se sucedem sobre os dias. Um após outro, criando músculos para o calendário. Para muitos, mais um dia. Para o lento caminhar do cão, o calor faz o dia ser apenas um dia em que as sombras se escondem das horas. Mais um dia na vida de outras vidas.

The days succeed on the days. One after another, creating muscles for the calendar. For many, another day. For the slow walk of the dog, the heat makes the day only be a day in the shadows hide from the hours. Another day in the lives of other lives.

Foto: Chronosfer. Mercado Público de Rio Grande, Rio Grande do Sul.

Fotografia: Detalhes e o todo (Details and the whole)

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Um lugar pode ser muitos lugares. O olhar pode ser muitos olhares. A vida tantas quantas podemos viver, está em cada detalhe. Que se transforma em um todo. Em cada lugar que habitamos.

A place can be many places. The look can be many looks. Life as many as we can live, it’s in every detail. That turns into a whole. In every place we inhabit.

Fotos: Chronosfer. Picada Café, Rio Grande do Sul.

Fotografia: Memória do sol (Sun memory)

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Foto: Chronosfer.

PS: Peço desculpas pelos atrasos nas visitas, comentários, leituras. Estou na última fase do tratamento que faço para o câncer, e esses dias são demasiados em seus efeitos em especial o cansaço e a falta de sensibilidade nas mãos, por exemplo. O bom é que os exames clínicos que me trouxeram até aqui estão normais. Em meados de setembro realizo os exames de controle para saber se o tumor foi retirado de vez. Muito obrigado a todos pela força, pela fé, pela solidariedade, pela empatia e por estarem sempre juntos. A foto de hoje é dedicada a vocês com toda a força da minha amizade.

PS: I apologize for the delays in visits, comments, readings. I am in the last phase of the treatment I do for cancer, and these days are too many in their effects especially fatigue and lack of sensitivity in the hands, for example. The good is that the clinical exams that brought me here are normal. In mid-September I carry out the control exams to see if the tumor was removed for good. Thank you all for your strength, faith, solidarity, empathy and always being together. Today’s photo is devoted to you with all the strength of my friendship.

Fotografia: Lado de fora (Outside)

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No lado de fora, as mãos que abrem a porta são as mesmas que constroem tijolo por tijolo os sonhos do lado de dentro. Os olhos que olham pela fresta do lado de dentro são os mesmos que na realidade do lado de fora transformam em vida as mãos e os olhos de quem sonha o amanhã sem saber que nele não há espaço para quem constrói o sonho no lado de dentro.

On the outside, the hands that open the door are the same ones that build brick by brick the dreams from the inside. The eyes that look through the gap on the inside are the same ones that in reality on the outside transform into life the hands and eyes of those who dream of tomorrow without knowing that there is no room for those who build the dream on the inside.

Foto: Chronosfer.