Fotografia: Liberdade ou exílio… (Freedom or exile…)

Para viver tantas vidas, precisei me libertar (ou me exilar) dentro dos livros.

To live so many lives, I had to free myself (or exile myself) into the books.

Para vivir tantas vidas, tuve que liberarme (o exiliarme) en los libros.

Foto: Chronosfer. Personagem de rua, Buenos Aires.

Fotografia: O tempo dentro do tempo (Time within time)

Nada substitui o “tudo em seu tempo”. As estações eram, cada uma em seu tempo. Hoje, uma se apresenta para cumprir o seu destino antes do seu tempo. Assim, a natureza mostra à humanidade o quanto deforma o tempo dentro de outro tempo. A porta para a primavera já foi aberta. No calendário, ainda inverno. A realidade é que vivemos um longo e quase interminável inverno.

Nothing replaces “everything in your time.” The seasons were, each in its own time. Today, one presents herself to fulfill her destiny ahead of time. Thus, nature shows humanity how much time deforms within another time. The door to spring has already been opened. On the calendar, still winter. The reality is that we live in a long and almost endless winter.

Nada reemplaza “todo en tu tiempo”. Las estaciones eran, cada una en su propio tiempo. Hoy, uno se presenta para cumplir su destino antes de tiempo. Por lo tanto, la naturaleza muestra a la humanidad cuánto tiempo se deforma dentro de otro tiempo. La puerta a la primavera ya se ha abierto. En el calendario, todavía invierno. La realidad es que vivimos en un invierno largo y casi interminable.

Foto: Chronosfer.

Fotografia: O lento caminhar da solidão (The slow walk of solitude)

O caminhar é mais que o destino, mais que o imponderável, mais que o esquecimento. O caminhar é a palavra não escrita, não falada e sentida. A solidão apenas acompanha os passos.

Walking is more than destiny, more than imponderable, more than forgetfulness. Walking is the unwritten, unspoken and felt word. Loneliness only follows in the footsteps.

Caminar es más que destino, más que imponderable, más que olvido. Caminar es la palabra no escrita, tácita y sentida. La soledad solo sigue los pasos.

Foto: Chronosfer. Florença, Itália.

Fotografia: Detalhes do tempo da história(Details of story time)

A história e a passagem do tempo andam com as mãos entrelaçadas. Os vestígios da primeira nem sempre permanecem visíveis aos olhos. O segundo, deixa suas marcas muito mais que visíveis. Penetram em nossas peles, fazem longo percurso até se instalarem em um lugar chamado memória. Ergue-se então a história. Às vezes, apenas a que queremos compreender e aceitar. Outras vezes, a verdadeira, que nunca se esconde e revela a cada dia quem somos. Ainda é tempo de reconstruir a história.

History and the passage of time go hand in hand. The traces of the former do not always remain visible to the eyes. The second, leaves its marks much more than visible. They penetrate our skins, they go a long way until they settle in a place called memory. Then the story rises. Sometimes only the one we want to understand and accept. Other times, the real one, who never hides and reveals every day who we are. It’s still time to reconstruct history.

La historia y el paso del tiempo van de la mano. Las huellas de los primeros no siempre permanecen visibles a los ojos. La segunda, deja sus marcas mucho más que visibles. Penetran en nuestras pieles, van un largo camino hasta que se asientan en un lugar llamado memoria. Entonces la historia se eleva. A veces solo el que queremos entender y aceptar. Otras veces, el verdadero, que nunca se esconde y revela cada día quiénes somos. Todavía es hora de reconstruir la historia.

Fotos: Chronosfer. Detalhes da Basílica de Sacré Cœur, Paris.

Fotografia: O abstrato é real (The abstract is real)

A longa ausência é um pouco mais que olhar pela janela as imagens do lado de fora. Dentro, as distorções, formas desencontradas são uma metáfora, quem sabe, da vida real, que o lado de fora abastece os olhos da imaginação. A ausência é uma abstração muitas vezes. Uma recomposição de corpo e mente, coração e músculos. Sentimentos que percorrem a corrente sanguínea com determinação. Se não existe certeza, existe o mais mais adiante possível. Real. Verdadeiro. E longe de ser um olhar abstrato, é o traço real do que realmente é. Estou sem câncer. Mais um tempo em que sim poderei viver abstrações sem esquecer a realidade à espreita. Logo estarei de volta por mais tempo e fazendo as visitas que alimentam meus dias. A realidade de cada um é o passo que minha vida ganha a cada exame que faço. Muito obrigado.

The long absence is a little more than looking out the window at the images outside. Inside, the distortions, mismatched shapes are a metaphor, who knows, of real life, which outside fuels the eyes of imagination. Absence is often an abstraction. A recomposition of body and mind, heart and muscles. Feelings that run through the bloodstream with determination. If there is no certainty, there is as far ahead as possible. Real. Real. And far from being an abstract look, it is the real trace of what it really is. I am cancer free. One more time when yes, I will be able to live abstractions without forgetting the lurking reality. Soon I’ll be back for longer and making the visits that fuel my days. The reality of each one is the step my life takes with each exam I take. Thank you so much.

La larga ausencia es un poco más que mirar por la ventana las imágenes del exterior. En el interior, las distorsiones, las formas desparejas son una metáfora, quién sabe, de la vida real, que por fuera alimenta los ojos de la imaginación. La ausencia es a menudo una abstracción. Una recomposición de cuerpo y mente, corazón y músculos. Sentimientos que corren por el torrente sanguíneo con determinación. Si no hay certeza, hay lo más lejos posible. Verdadero. Verdadero. Y lejos de ser una mirada abstracta, es el rastro real de lo que realmente es. Estoy libre de cáncer. Una vez más cuando sí, podré vivir abstracciones sin olvidar la realidad acechante. Pronto estaré de regreso por más tiempo y haré las visitas que alimentan mis días. La realidad de cada uno es el paso que da mi vida con cada examen que hago. Muchas gracias.

Foto: Chronosfer. Haia, Holanda.

Fotografia: Depois da névoa (After the fog)

O melhor de mim é não ter histórias para contar. Apenas, ter que viver os seus silêncios.

The best thing about me is not having stories to tell. Just having to live your silences.

Lo mejor de mí es no tener historias que contar. Solo tener que vivir tus silencios.

Foto: Chronosfer.

Peço desculpas pela ausência, visitas, leituras e comentários. Estou no período de consultas e exames de controle do câncer e revisão clínica.

I apologize for the absence, visits, readings and comments. I’m in the period of consultations and cancer control exams and clinical review.

Pido disculpas por la ausencia, visitas, lecturas y comentarios. Estoy en el período de consultas y exámenes de control del cáncer y revisión clínica.

Fotografia: Clube da esquina (Corner club)

Noite e dia, eles olham as transformações do céu e das estrelas. Nas veias das paredes,
respiram cada acorde dos ponteiros do tempo. Vibram ao dobrar a esquina. Como um
ritmo, despertam outros ritmos e passos. Aproximam-se as luzes inquietas, quase trêmulas,
das estrelas que se despediram do infinito, pontilhando no chão o agora. Antes de
encontrarem as luzes, acolheram, na passagem pelo sol, seus raios aquecidos e repousaram
nos olhos de uma madrugada sem fim. Na esquina, as sombras se reúnem e trazem memórias
esquecidas pelo medo. Todos formam um clube. Um clube com tantas histórias e nenhuma
contada. Nele, nunca amanhece nem anoitece. Noite e dia são apenas transformações nas
canções da memória. Nunca esquecimento.

Night and day, they look at the transformations of the sky and the stars. In the veins of the walls,
breathe every chord from the time hands. They vibrate around the corner. As a
rhythm, awaken other rhythms and steps. The restless, almost trembling lights are approaching,
of the stars that have said goodbye from infinity, dotting on the ground the now. Before
to find the lights, they welcomed, in the passage through the sun, their warmed rays and rested
in the eyes of an endless dawn. Around the corner, the shadows gather and bring memories
forgotten by fear. They all make a club. A club with so many stories and none
Told. In it, it never dawns or dawns. Night and day are just transformations in
memory songs. Never forget.

Noche y día, miran las transformaciones del cielo y las estrellas. En las venas de las paredes,
respirar todos los acordes de las manos de tiempo. Vibran a la vuelta de la esquina. Como un
ritmo, despertar otros ritmos y pasos. Las luces inquietas, casi temblorosas se acercan,
de las estrellas que se han despedido desde el infinito, salpicando en el suelo el ahora. Antes
para encontrar las luces, dieron la bienvenida, en el paso por el sol, sus rayos calentados y descansados
a los ojos de un amanecer interminable. A la vuelta de la esquina, las sombras se reúnen y traen recuerdos
olvidado por el miedo. Todos hacen un club. Un club con tantas historias y ninguna
relatado. En ella, nunca amanece ni amanece. La noche y el día son sólo transformaciones en
canciones de memoria. Nunca lo olvides.

Foto: Chronosfer. Para o meu amigo Sandro http://panografias.com.br

Fotografia: Da confusão à luz (Of the confusion can be light)

Dois momentos, dias e horários diferentes. Em comum: a luz. Lá em cima, a confusão dos fios em meio aos galhos das árvores, prédios olhando os fios alongando a eletricidade para outros caminhos, janelas de uma manhã sonolenta. Um pouco abaixo, uma filhote de pardal vem à minha janela buscar alimento. A luz da manhã de outono cobre seu frágil e delicado corpo, enquanto seus olhos esperam. Luz natural. Da confusão artificial aos raios de sol, apenas o olhar sente o quanto viver é muito além do que a retina acolhe ou os fios conduzem.

Two different moments, days and times. In common: light. Upstairs, the confusion of the wires amid the branches of the trees, buildings looking at the wires stretching the electricity to other paths, windows of a sleepy morning. A little below, a sparrow cub comes to my window to fetch food. The autumn morning light covers your fragile and delicate body while your eyes wait. Natural light. From artificial confusion to the sun’s rays, only the look feels how much living is far beyond what the retina welcomes or the wires conduct.

Dos momentos, días y tiempos diferentes. En común: luz. Arriba, la confusión de los cables en medio de las ramas de los árboles, edificios mirando los cables que estiran la electricidad a otros caminos, ventanas de una mañana soñolica. Un poco más abajo, un cachorro de gorrión llega a mi ventana a buscar comida. La luz de la mañana de otoño cubre su cuerpo frágil y delicado mientras sus ojos esperan. Luz natural. Desde la confusión artificial hasta los rayos del sol, solo la mirada siente cuánto vivir está mucho más allá de lo que la retina da la bienvenida o los cables conducen.

Fotos: Chronosfer.

Fotografia: E se portas e janelas falassem? (What if doors and windows spoke?)

Há a história do cotidiano, a história dos tempos vividos, a história que agora é vivida. Nossos olhos, pensamentos e mãos podem transformar esses tempos. E se ao contrário de a ação humana, apenas o ato de as portas, as janelas pudessem falar, contariam elas as verdadeiras histórias vividas e as que estão sendo vividas para além de serem partes de uma construção?

There is the history of everyday life, the history of lived times, the history that is now lived. Our eyes, thoughts and hands can transform these times. What if, unlike human action, only the act of doors, windows could speak, would they tell the true stories lived and those being lived beyond being parts of a construction?

Está la historia de la vida cotidiana, la historia de los tiempos vividos, la historia que ahora se vive. Nuestros ojos, pensamientos y manos pueden transformar estos tiempos. ¿Y si, a diferencia de la acción humana, sólo pudiera hablar el acto de puertas, ventanas, contarían las historias verdaderas vividas y las que se viven más allá de ser partes de una construcción?

Fotos: Chronosfer.

Fotografia: Folhas de outono (Autumn leaves)

E se cada uma delas contasse as histórias que viveram e testemunham em seus ciclos? Como seria o voo ao se desprenderem dos galhos e cumprirem outro destino? Como seria ao repousarem no chão ou em um prédio? Quantas mais histórias estariam se tornando as histórias de um silêncio que tantas vezes esquecemos que existe: o nosso silêncio.

What if each of them told the stories they lived and witnessed in their cycles? What would the flight look like when they let go of the branches and fulfill another destination? What would it be like when you rest ed on the floor or in a building? How many more stories would be becoming the stories of a silence that we so often forget exists: our silence.

¿Y si cada uno de ellos contara las historias que vivieron y presenciaron en sus ciclos? ¿Cómo sería el vuelo cuando se suban a las sucursales y cumplan con otro destino? ¿Cómo sería cuando descansas en el suelo o en un edificio? ¿Cuántas historias más se convertirían en las historias de un silencio que tantas veces olvidamos existe: nuestro silencio.

Fotos: Chronosfer.