Fotografia: O guardião da natureza urbana (The guardian of urban nature)

Foto: Chronosfer.

Histórias são como os ciclos. Um dia terminam. Abrem espaços para outras histórias e ciclos. É hora do Chronos partir. Muito obrigado.

Stories are like cycles. One day they’re over. They make room for other stories and cycles. It’s time for Chronos to leave. Thank you so much.

Las historias son como ciclos. Un día se acabó. Hacen espacio para otras historias y ciclos. Es hora de que Chronos se vaya. Muchas gracias.

Fotografia: Um dia feliz (A happy day)

O inesperado pode nos fazer felizes. Esse de repente chega assim de repente e quebra toda a ordem dos pensamentos e do olhar. Se instala no imaginário, abre um sorriso e descobertas no coração. Basta um simples movimento e a vida ganha cor, ganha sensações, ganha sorrisos e ganha o viver. Dia feliz. Está dentro do nosso inesperado, de repente diante dos olhos.

The unexpected can make us happy. This suddenly arrives so suddenly and breaks the whole order of thoughts and look. It settles into the imaginary, opens a smile and discovers in the heart. Just a simple movement and life gains color, gains sensations, gains smiles and gains living. Happy day. It’s inside our unexpected, suddenly before the eyes.

Lo inesperado puede hacernos felices. Esto llega de repente tan de repente y rompe todo el orden de los pensamientos y la mirada. Se asienta en el imaginario, abre una sonrisa y descubre en el corazón. Sólo un simple movimiento y la vida gana color, gana sensaciones, gana sonrisas y gana vida. Feliz día. Está dentro de nuestro inesperado, de repente ante los ojos.

Foto: Chronosfer. Praga, rep. Tcheca.

Fotografia: Dia após dia (Day by day)

Há um quê de ritual, de cerimônia quando a travessia pelo lago busca encontrar do outro lado a terra da cidade. Há um quê de mistério no lento caminhar dos cascos nos olhos dos espelhos, que acolhem a distância com outros mais mistérios do lado de dentro. Há um quê de vida que emerge no triste olhar de quem cumpre o seu destino no silêncio do próprio silêncio. Dia após dia, sempre há o retorno às sombras do que ainda insiste em ser apenas o que é o seu destino: viver o seu dia.

There is a kind of ritual, of ceremony when the crossing of the lake seeks to find on the other side the land of the city. There is a matter of mystery in the slow walk of the hooves in the eyes of mirrors, which welcome the distance with other more mysteries on the inside. There is a way of life that emerges in the sad gaze of those who fulfill their destiny in the silence of their own silence. Day by day, there is always a return to the shadows of what still insists on being just what your destiny is: to live your day.

Hay una especie de ritual, de ceremonia cuando el cruce del lago busca encontrar en el otro lado la tierra de la ciudad. Hay una cuestión de misterio en el lento paseo de las pezuñas a los ojos de los espejos, que acogen la distancia con otros misterios más en el interior. Hay un modo de vida que emerge en la mirada triste de aquellos que cumplen su destino en el silencio de su propio silencio. Día tras día, siempre hay un regreso a las sombras de lo que todavía insiste en ser lo que tu destino es: vivir tu día.

Foto: Chronosfer. Lagoa dos Patos, Mostardas. Rio Grande do Sul.

Fotografia: Partir e chegar (Leave and arrive)

Antes de o dia partir, a solidão do barco, das águas e das nuvens se fez no caminhar lento dos trilhos, que acompanham o mistério dos sonhos. No cais, nos trilhos, nos armazéns vazios o sol é passado. A lua, futuro. Nos olhos, o presente é o que às vezes esquecemos o que ele é.

Before the day depart, the solitude of the boat, the waters and the clouds took place in the slow walk of the trails, which accompany the mystery of dreams. On the pier, on the tracks, in the empty warehouses the sun is passed. The moon, future. In the eyes, the present is what we sometimes forget what he is.

Antes de que partira el día, la soledad del barco, las aguas y las nubes tuvieron lugar en el lento paseo de los senderos, que acompañan el misterio de los sueños. En el muelle, en las vías, en los almacenes vacíos se pasa el sol. La luna, el futuro. A los ojos, el presente es lo que a veces olvidamos de lo que es.

Foto: Chronosfer. Porto Alegre.

Fotografia: Estamos mesmo em 2020? (We’re even in 2020?)

A ficção histórica pode nos socorrer para entendimento dos dias de hoje. Traçar um paralelo com os anos 1000 com os 2020 que hoje vivemos é mais que interessante. Instiga não apenas o imaginário mas sobretudo nos conduz por caminhos que imaginávamos estar adormecidos nesses distantes séculos das trevas, onde a opressão total e plena sobre o ser humano era comandada por poucos. E por muito pouco, vidas eram sacrificadas. Uma colheita, por exemplo, que não fosse bem sucedida era motivo de atos de barbárie. E assim caminhavam os anos. E mesmo mais adiante, com o Iluminismo, renascimento o muito que avançamos também se traduziu em sacrifícios em outras partes do então pequeno mundo feito para ser descoberto. As Américas e a África são testemunhas. 2020. Quanto foi feito em nível de tecnologia, para ficar apenas nela? O suficiente para que enfim nos libertássemos da idade das trevas. 2020. Tudo o que vivo é o que foi vivido nesses tristes anos 1000. Não, não estamos em 2020. Não sei em que ano vivemos e o quanto realmente avançamos como seres humanos.

Historical fiction can help us to understand today. Drawing a parallel with the 1000s with the 2020s we live in today is more than interesting. It instigates not only the imaginary but above all leads us along paths that we imagined to be dormant in these distant centuries of darkness, where total and full oppression over the human being was commanded by a few. And by very little, lives were sacrificed. A harvest, for example, that was not successful was the cause of acts of barbarism. And so the years went on. And even later, with the Enlightenment, rebirth the much we have advanced has also translated into sacrifices in other parts of the then small world made to be discovered. The Americas and Africa are witnesses. 2020. How much has been done at the technology level, to stay only in it? Enough for us to finally free ourselves from the dark ages. 2020. All I live is what was lived in these sad 1000 years. No, it’s not 2020. I don’t know what year we live in and how far we really are as human beings.

La ficción histórica puede ayudarnos a entender hoy en día. Dibujar un paralelismo con la década de 1000 con la década de 2020 en la que vivimos hoy es más que interesante. No sólo instiga lo imaginario, sino que sobre todo nos guía por caminos que imaginamos que están inactivos en estos lejanos siglos de oscuridad, donde la opresión total y plena sobre el ser humano fue mandado por unos pocos. Y por muy poco, las vidas fueron sacrificadas. Una cosecha, por ejemplo, que no tuvo éxito fue la causa de actos de barbarie. Y así pasaron los años. E incluso más tarde, con la Ilustración, el renacimiento lo mucho que hemos avanzado también se ha traducido en sacrificios en otras partes del entonces pequeño mundo hecho para ser descubierto. Las Américas y Africa son testigos. 2020. ¿Cuánto se ha hecho a nivel tecnológico, para permanecer sólo en él? Suficiente para que finalmente nos liberemos de las edades oscuras. 2020. Todo lo que vivo es lo que se vivió en estos tristes 1000 años. No, no es 2020. No sé en qué año vivimos y qué tan lejos estamos realmente como seres humanos.

Foto: Chronosfer. Para João Alberto.

Fotografia: Traços da vida (Traces of life)

O nascimento da civilização foi o início do seu fim.

The birth of civilization was the beginning of its end.

El nacimiento de la civilización fue el principio de su fin.

Foto: Chronosfer.

A ausência não foi pelo câncer, negativado até o momento. Apenas, na recuperação física, uma lesão nas costelas que limitaram meus movimentos. Agora, tudo ok. Aos poucos, retorno às visitas e leituras aos blogs amigos de sempre.

The absence was not due to cancer, negative so far. Just, in physical recovery, a rib injury that limited my movements. Now, everything’s okay. Gradually, I return the visits and readings to the blogs friends of always.

La ausencia no se debió a cáncer, negativo hasta ahora. Sólo, en la recuperación física, una lesión en las costillas que limitó mis movimientos. Ahora, todo está bien. Poco a poco, devuelvo las visitas y lecturas a los blogs amigos de siempre.

Fotografia: Um dia dentro do dia (A day within the day)

O sol queima as horas e a sombra ameniza os minutos. O lento caminhar, o velho mercado quase em ruínas revelam um outro dia. O dia que um dia foi tão presente no passado que hoje é apenas cansaço dentro e fora do seu tempo. Os olhos se acostumaram com o destino do mercado. O sol, apenas ilumina a realidade que a sombra não consegue esconder.

The sun burns the hours and the shadow softens the minutes. The slow walk, the old market almost in ruins reveal another day. The day that one day has been so present in the past that today is just tiredness in and out of your time. The eyes have become accustomed to the fate of the market. The sun only illuminates the reality that the shadow cannot hide.

El sol quema las horas y la sombra suaviza los minutos. El paseo lento, el viejo mercado casi en ruinas revelan otro día. El día que un día ha estado tan presente en el pasado que hoy es sólo cansancio dentro y fuera de su tiempo. Los ojos se han acostumbrado al destino del mercado. El sol sólo ilumina la realidad que la sombra no puede ocultar.

Foto: Chronosfer.

Ficção: Viver cada dia (Live every day)

Os vestígios do cansaço desapareceram, quando o horizonte abriu e a chuva chegou para o lados do anoitecer onde a lua ilumina as nascentes da minha palavra. ( sei, as palavras valem muito pouco nesse setembro salinizado pelas âncoras dos verbos ) e o sol nas entranhas, como labaredas nesta terra avermelhada de casas destelhadas na paisagem coagulada pela esperança idosa e branda de um inverno que transpira o suor dos lábios cerrados, dos leitos dos rios e dos mares, guarda seus raios em nervos sanguíneos, que cabem na palma de mão, formando anéis nos dedos envelhecidos pela colheita dos que não bebem uma gota de água no seu tempo. ( Os parreirais choram seus frutos desaguados. )

Se o tempo existisse entre as paredes que protegem o sul dos ventos que vêm do norte, secos e frios, úmidos e escuros como o inverno com seus córregos, seus lumes em pequenos fachos e seus gravetos e lascas de lenha, com suas chamas e cinzas estalando e acendendo o fogo de nossas almas rubras, clandestinas, que se inventam e rejuvenescem pelas correntezas ardentes, correspondem-se, mas não ousam o toque, o sinal para a vida, para a árvore em bronze, que alça se voo, que se despede ( lá fora a chuva é um quadro acinzentado, emoldurado pelos pinheiros, pela noite, pelas estrelas, com seu brilho escondido, pela calma de um beijo sem cicatriz. )

E as vozes, algumas delas do passado, outras do futuro, nos procuram no presente, enlaçadas no metal quente, quebram os silêncios e os medos, apontam as ferrugens e as fragilidades e juntas sopram seus veios de pequenas coisas pelas janelas, pelas portas, numa conjunção de nuvens e espelhos.

E então, descobrimos que nascemos distantes um do outro, descobrimos que sabemos intuir o tempo um no outro, e assim vamos renascendo no tempo dos tempos, por vezes impenetráveis, nunca tarde, e o meu olhar não é o olhar para trás nem para frente, é o olhar de estar neste tempo ao mesmo tempo sem saudade da lágrima derramada nos vidros de outros tempos.

Também sei, o meu fim é o começo de tudo e o meu consolo é o próprio tempo porque me segura, não me deixa parar, gritar e morrer antes do amanhecer, quando a terra abre, vulcânica, outras terras, ensolaradas, solteiras, que repousam no alimento das raízes protegidas do sereno que a noite não expulsa deste chão de infinitos atalhos, que surgem pelas fendas das estações despidas de suas asas e auréolas.

Mas o que nos une é a folha que cumpre o seu destino de escorregar no limo das pedras úmidas, de voar pelas calçadas e pelas gramas e ao cair gera o que sentimos através dos olhos das luz, que é filha da partida e dos braços ásperos e rudes da coragem, que não esmorece nas sombras deste noite febril de setembro, quando no fundo dos rios e dos mares das madrugadas sem fim, nossos abismos são esquecidos pela fome e pela sede do mesmo olhar, do mesmo amor, que sabem ser ávidos no amanhã comum, que por vez mergulha no fluxo irresistível da vida.

Foto: Chronosfer.

This text was written the day before the surgery I had in January 2019 to remove bowel cancer. Because it’s long, I didn’t do the translations. I apologize, it would be a very long and tiring post. So if you want to read, please go to Google Translate. Thank you so much.

Este texto fue escrito el día antes de la cirugía que tuve en enero de 2019 para extirpar el cáncer de intestino. Porque es largo, no hice las traducciones. Me disculpo, sería un post muy largo y agotador. Así que si quieres leer, por favor ve a Google Translate. Muchas gracias.

Fotografia: Porta à vida (Door to life)

As portas como as janelas são sinais. Abertas ou fechadas, pouco importa, sempre enviam mensagens. À vida. O tempo, amigo inexorável delas, se entrelaça com nossos pensamentos e torna a realidade outro sinal para, quem sabe, mudanças profundas na humanidade. Necessárias, fundamentais. Inadiáveis. Humanas, sobretudo.

Doors like windows are signs. Open or closed, it doesn’t matter, they always send messages. To life. Time, their inexorable friend, interweaves with our thoughts and makes reality another sign for, who knows, profound changes in humanity. Necessary, fundamental. It’s unpostponed. Human, especially.

Puertas como ventanas son señales. Abierto o cerrado, no importa, siempre envían mensajes. Por la vida. El tiempo, su amigo inexorable, se entreteje con nuestros pensamientos y hace realidad otra señal para, quién sabe, cambios profundos en la humanidad. Necesario, fundamental. No está aplazado. Humano, especialmente.

Foto: Chronosfer. Buenos Aires. – Meu afastamento tem uma razão simples: avaliação e recuperação física. Aos poucos, voltando ao normal e mais tranquilo. E também de volta ao Chronos, e a todos os que o acompanham.

My removal has a simple reason: physical evaluation and recovery. Gradually returning to normal and quieter. And also back to Chronos, and to all who accompany it.

Mi eliminación tiene una razón simple: evaluación física y recuperación. Poco a poco volver a la normalidad y más tranquilo. Y también de vuelta a Chronos, y a todos los que lo acompañan.

Fotografia: Água do tempo (Time water)

A água acolhe o tempo. Acolhe as estações. Nutre pelas folhas do passado amor. Em seu movimento, prédios se transformam. Torna abstrato o presente. E é lá dentro, no fundo, que a realidade descansa em nossos olhos.

Water welcomes time. Take in the stations. Nourishes by the leaves of the past love. In their movement, buildings transform. Makes the present abstract. And it’s in there, deep down, that reality rests in our eyes.

Water welcomes time. Take in the stations. Nourishes by the leaves of the past love. In their movement, buildings transform. Makes the present abstract. And it’s in there, deep down, that reality rests in our eyes.

Foto: Chronosfer.