Fotografia: Infinito azul (Infinite Blue)

Neve

No azul, os tempos passados se renovam. Transformam-se. São eternos diante dos olhos. Infinitos dentro de cada um. E nos transformamos diante da Natureza. Em silêncio.

In blue, past times are renewed. They become, they are eternal before the eyes. Infinites inside each. And we turned to nature. Quietly.

Foto: Chronosfer. Glaciar Perito Moreno, Patagônia, Argentina.

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Fotografia: Solidão em Siena (Solitude in Siena)

Solidão e m Siena

Olhar o passado é compreender o hoje. O que fomos, o que somos. No infinito azul do amanhã, a simetria da construção será verbo. O olhar cristaliza o que seremos, porque talvez já sejamos o tempo adiante.

To look at the past is to understand today. What we were, what we are. In the blue Infinity of Tomorrow, the symmetry of the building will be a verb. The crystalline look we will be, because perhaps we are the time ahead.

Foto: Chronosfer.

Fotografia: A vida pelos olhos das janelas (Life through the eyes of the windows)

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Janelas abertas são sempre portas também abertas. A vida se manifesta através delas. Verdadeiro entra e sai. Transforma cada dia em pequenas histórias. Do lado de fora, elas nos conduzem ao imaginário. Os olhos acolhem os detalhes das vidas ali vividas. E tantos de nós nos transformamos juntos. Como a vida das janelas, também somos janelas e portas por dentro dos nossos olhos.

Open windows are always open doors as well. Life manifests itself through them. True in and out. Turns every day into little stories. Outside, they lead us to the imaginary. The eyes welcome the details of the lives there lived. And so many of us have turned together. As the life of the windows, we are also windows and doors inside our eyes.

Foto: Chronosfer.

Fotografia: Despedida do outono (Autumn farewell)

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Tulipa

As luzes do outono estão se despedindo. Saem dos meus olhos, partem para outros olhos. As cores cedem lugar ao cinza do inverno. Dentro, queima o fogo de tantas outras vidas que as estações oferecem. É no frio que conhecemos melhor o dentro que existe em nós. A luz interior da nossa vida. A luz que se estende pelos olhos e pelas cores dos nossos passos. E logo ali, a poucos passos, a espera, a primavera. A vida das estações é a nossa própria vida.

The autumn lights are firing. They come out of my eyes, they leave for other eyes. The colors give way to the winter gray. Inside, it burns the fires of so many other lives that the seasons offer. It’s in the cold that we know better the inside that exists in us. The inner light of our life. The light that extends through the eyes and the colors of our footsteps. And just there, a few steps, the wait, the spring. The life of the seasons is our own life.

Fotos: Chronosfer.

Fotografia: Olhos de dentro (Eyes inside)

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Os olhos de dentro são silenciosos. Guardam segredos. Criam histórias que não saem desse lado de dentro. Tantas vezes meus olhos encontraram esses olhos. Quantas vezes criaram histórias sobre meus passos? Ou quantas vezes apenas me observaram passar? Não sei, apenas sei que a vida de dentro é a vida que revela o lado de fora.

The eyes inside are silent. They keep secrets. They create stories that do not come out on the inside. So many times my eyes met those eyes. How many times have you made stories about my steps? Or how many times just watched me pass? I do not know, I just know that life inside is life that reveals outside.

Fotos: Chronosfer.

Fotografia: Rua da saudade (Longing street)

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Meus passos e olhos habitaram essa rua. Passagem para outras ruas, cada janela, cada porta se revelavam em pequenas visitas ao passado. Nele, tanto de mim quanto da cidade permanecem invisível aos passos e olhos de tantas outras pessoas. A história deixou de ser memória e nasceu o esquecimento. A cidade deixou de ser cidade e hoje, visível, é apenas uma estrela no mapa da lembrança.

My footsteps and eyes inhabited this street. Passage to other streets, each window, each door revealed in small visits to the past. In it, both me and the city remain invisible to the footsteps and eyes of so many other people. History is no longer a memory, but oblivion is born. The city has ceased to be a city and today, visible, it is only a star on the map of remembrance.

Foto: Chronosfer

Fotografia: O tempo entre o tempo ( The time between time)

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O tempo sempre deixa marcas. Entre o passado e o presente há muitos tempos vividos. E tantas outras marcas. As janelas refletem o tempo angustiante de hoje, o quase sem tempo para a vida. A luminária, o tempo onde a passos lentos construíamos a vida. O tempo futuro é a linha do horizonte com um ponto de interrogação.

Time always leaves marks. Between the past and the present there are many times lived. And so many other brands. The windows reflect the anguishing time of today, the almost no time for life. The lamp, the time when we were slowly building our lives. Future time is the horizon line with a question mark.

Foto: Chronosfer.

Fotografia: Reconstrução ( Reconstruction)

Manhã

Depois da chuva,olhar o que ainda tem a fazer e o já feito, aqui de fora tudo parece muito rápido. Do lado de dentro, é mais lento. O tempo se arrasta, as horas se alongam como elásticos, os minutos diminuem sua corrida. Porém, a reconstrução sempre será o ponto de partida e, quem sabe, de chegada. Onde ontem era apenas um estacionamento, hoje é lama e reflexos nas poças sobreviventes. A espera do dia começar, os trabalhadores nutrem essa eterna esperança de ali, onde hoje é um vazio imenso, seja uma nova construção repleta de vidas e mais vidas. Dentro ainda é lento, mas lá fora a vida não pode esperar.

After the rain, look what still has to do and what has already done, out here everything seems very fast. Inside, it’s slower. Time drags on, hours stretch like elastics, minutes slow down. However, rebuilding will always be the starting point and, perhaps, of arrival. Where yesterday was just a parking lot, today is mud and reflections in the surviving puddles. The waiting of the day begins, the workers nourish this eternal hope of there, where today is a huge emptiness, be a new construction full of lives and more lives. Inside is still slow, but out there life can not wait.

Fotografia: A estação do meu tempo ( The season of my time)

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O outono aos poucos vai abrindo as portas para o inverno. Cumpre o ritual das estações. O tempo olha desconfiado a transição do próprio tempo de cada estação. Acolhe, em silêncio, a visita inesperada da chuva e das folhas coloridas, quase douradas das árvores. É a minha estação que habita em cada volta do ponteiro do relógio. Um tempo ainda visível aos meus olhos, aos meus sentidos.  minha estação vive dentro do tempo. Eu, hoje, vivo dentro de mim e do tempo que me cabe viver.

A foto acima reflete o meu momento. Ao lado do prédio onde moro, existia um estacionamento. Foi posto abaixo para a construção de torres habitacionais. Ainda está de ali, como testemunha, de janelas fechadas, portas abertas, o que ainda lembra o passado de ontem. Mostra, sobretudo, o meu momento. De desconstruir a doença que está em mim, e reconstruir minha vida. A foto é um símbolo para os meus dias.

Autumn is slowly opening the doors for winter. Fulfill the ritual of the seasons. Time looks suspiciously at the transition of each season’s own time. He receives, in silence, the unexpected visit of the rain and the colorful, almost golden leaves of the trees. It is my station that dwells at every turn of the clock. A time still visible to my eyes, to my senses. my station lives within the time. I, today, I live within myself and the time that I have to live.

The photo above reflects my moment. Next to the building where I live, there was a parking lot. It was put down for the construction of housing towers. It is still there, as a witness, of closed windows, open doors, which still reminds us of yesterday's past. It shows, above all, my moment. To deconstruct the disease that is in me, and to rebuild my life. The photo is a symbol for my days.