Fotografia: E se portas e janelas falassem? (What if doors and windows spoke?)

Há a história do cotidiano, a história dos tempos vividos, a história que agora é vivida. Nossos olhos, pensamentos e mãos podem transformar esses tempos. E se ao contrário de a ação humana, apenas o ato de as portas, as janelas pudessem falar, contariam elas as verdadeiras histórias vividas e as que estão sendo vividas para além de serem partes de uma construção?

There is the history of everyday life, the history of lived times, the history that is now lived. Our eyes, thoughts and hands can transform these times. What if, unlike human action, only the act of doors, windows could speak, would they tell the true stories lived and those being lived beyond being parts of a construction?

Está la historia de la vida cotidiana, la historia de los tiempos vividos, la historia que ahora se vive. Nuestros ojos, pensamientos y manos pueden transformar estos tiempos. ¿Y si, a diferencia de la acción humana, sólo pudiera hablar el acto de puertas, ventanas, contarían las historias verdaderas vividas y las que se viven más allá de ser partes de una construcción?

Fotos: Chronosfer.

Fotografia: Folhas de outono (Autumn leaves)

E se cada uma delas contasse as histórias que viveram e testemunham em seus ciclos? Como seria o voo ao se desprenderem dos galhos e cumprirem outro destino? Como seria ao repousarem no chão ou em um prédio? Quantas mais histórias estariam se tornando as histórias de um silêncio que tantas vezes esquecemos que existe: o nosso silêncio.

What if each of them told the stories they lived and witnessed in their cycles? What would the flight look like when they let go of the branches and fulfill another destination? What would it be like when you rest ed on the floor or in a building? How many more stories would be becoming the stories of a silence that we so often forget exists: our silence.

¿Y si cada uno de ellos contara las historias que vivieron y presenciaron en sus ciclos? ¿Cómo sería el vuelo cuando se suban a las sucursales y cumplan con otro destino? ¿Cómo sería cuando descansas en el suelo o en un edificio? ¿Cuántas historias más se convertirían en las historias de un silencio que tantas veces olvidamos existe: nuestro silencio.

Fotos: Chronosfer.

Fotografia: Na natureza urbana (In urban nature)

Em meio aos galhos espetados dos pinheiros, eles se escondem, se protegem. Pedem que parem com o desmatamento das ruas, que o olhar e o voo para o infinito possam ser além do céu que os olhos ainda podem alcançar. Eles cantam ao amanhecer, quando o silêncio das ruas ainda é noite sem estrelas. Eles atravessam o tempo humano com a leveza e a sensibilidade de uma folha cumprindo o seu destino, quando se desprende de seu galho.

Amid the spiky branches of the pine trees, they hide, protect themselves. They ask that they stop the deforestation of the streets, that the gaze and flight to infinity can be beyond the sky that the eyes can still reach. They sing at dawn, when the silence of the streets is still night without stars. They cross human time with the lightness and sensitivity of a leaf fulfilling its destiny, when it departs from its branch.

En medio de las ramas espigadas de los pinos, se esconden, se protegen a sí mismos. Piden que detengan la deforestación de las calles, que la mirada y el vuelo al infinito puedan estar más allá del cielo al que todavía pueden llegar los ojos. Cantan al amanecer, cuando el silencio de las calles sigue siendo de noche sin estrellas. Cruzan el tiempo humano con la ligereza y sensibilidad de una hoja que cumple su destino, cuando se aparta de su rama.

Fotografia: Olhar para o infinito (Look at infinity)

O olhar está sempre à frente. Busca ir além do voo. É muito mais que o horizonte. É o próprio infinito dentro da retina do sonho.

The look is always ahead. Seek to go beyond the flight. It’s much more than the horizon. It’s infinity itself inside the retina of the dream.

La mirada siempre está por delante. Busca ir más allá del vuelo. Es mucho más que el horizonte. Es infinito dentro de la retina del sueño.

Foto: Chronosfer.

Fotografia: Olhar a passagem das flores (Looking at the passage of flowers)

As fotos não têm nenhum efeito. Apenas a luz de um abajur acesa sobre as flores. O texto é para quem quiser escrever.

The photos have no effect. Just the light of a lamp lit on the flowers. The text is for those who want to write.

Las fotos no tienen ningún efecto. Sólo la luz de una lámpara encendida en las flores. El texto es para aquellos que quieren escribir.

Fotos: Chronosfer.

Fotografia: Duas janelas, dois tempos (two windows, two strokes)

Amanhecer e anoitecer. Dois momentos que se encontram em algum lugar aqui ou bem mais distante. Das janelas, de um lado, amanhece com os pinheiros pintando com seus galhos os tons que irão ser azuis; e do outro, a construção forma barreira para o sol partir em pedaços. Olhar é ainda uma forma de sonhar uma outra realidade.

Dawn and dusk. Two moments that meet somewhere here or much further away. From the windows, on one side, dawns with the pinetrees painting with their branches the shades that will be blue; and on the other, the construction forms barrier for the sun to break into pieces. Looking is still a way of dreaming another reality.

Amanecer y anochecer. Dos momentos que se encuentran en algún lugar de aquí o mucho más lejos. Desde las ventanas, por un lado, amanece con los pinos pintando con sus ramas los tonos que serán azules; y por otro, la construcción forma barrera para que el sol se rompa en pedazos. Mirar sigue siendo una forma de soñar otra realidad.

Fotos: Chronosfer. Para o Estevam, do Sabedoria do Amor (htpp://estevamweb.wordpress.com)

Fotografia: Grafismo em construção (Graphics under construction)

Manchas aqui e ali, grades que se entrelaçam. Desafiam o espaço. Formas desenhadas em simetria com o espaço. O céu nublado, cinza, ao fundo, testemunha uma nova construção. Que trará ao espaço mais vidas em outros espaços e ao mesmo tempo esconderá o amanhecer e o pôr do sol de tantas outras vidas. Construir na natureza urbana é preciso?

Stains here and there, grids that intertwine. They defy space. Shapes drawn in symmetry with space. The cloudy, gray sky, in the background, witnesses a new construction. That will bring to space more lives in other spaces and at the same time hide the dawn and sunset of so many other lives. Is building in urban nature necessary?

Manchas aquí y allá, rejillas que se entrelazan. Desafían el espacio. Formas dibujadas en simetría con espacio. El cielo nublado y gris, en el fondo, es testigo de una nueva construcción. Eso traerá al espacio más vidas en otros espacios y al mismo tiempo esconderá el amanecer y el atardecer de tantas otras vidas. ¿Es necesario construir en la naturaleza urbana?

Foto: Chronosfer.

Fotografia: Paixão e amor (Passion and love)

A paixão e o amor muitas vezes andam juntos. Espalham-se pelos caminhos. Muros, árvores acolhem suas cores. Dão a elas tantos sentidos, todos envoltos pela paixão e pelo amor. E o olhar cristaliza o que será para todo o sempre.

Passion and love often go together. They spread along the paths. Walls, trees welcome their colors. They give them so many senses, all wrapped up in passion and love. And the look crystallizes what will be forever and ever.

La pasión y el amor a menudo van juntos. Se extendieron a lo largo de los caminos. Paredes, árboles dan la bienvenida a sus colores. Les dan tantos sentidos, todos envueltos en pasión y amor. Y la mirada cristaliza lo que será para siempre.

Fotos: Chronosfer. Montevidéu. Perto do Estádio Central do Clube Nacional de Futebol.

Fotografia: Colagem da natureza (Nature collage)

Em frente a minha janela mora um pinheiro. Acompanho-o dia após dia, em todas as estações. Desde o seu verde espetado até a ferrugem no inverno, as pinhas despencando perto do Natal e ser um ponto obrigatório de parada para os pássaros. Ele tem a companhia de outro pinheiro, mais a esquerda, e juntos se completam em seus galhos muitas vezes entrelaçados. Em algum dia perdido no meu calendário, olhei para um movimento diferente bem na direção dos meus olhos. O sol já havia anunciado que seria mais quente que os outros dias, e se fez o contraluz. A dança que testemunhava era de uma borboleta. Depois do registro, o que ficou é a imagem do post. Parece uma montagem, quase uma colagem talvez, mas contraste que permanece fustiga o imaginário a voar para além da imagem e dos pensamentos.


In front of my window lives a pine tree. I accompany you day after day, in all seasons. From its spiky green to rust in winter, the pine cones plummeting near Christmas and be a must-stop for birds. He has the company of another pine tree, more to the left, and together they complete themselves in its branches often intertwined. At some time lost in my calendar, I looked at a different movement right in the direction of my eyes. The sun had already announced that it would be hotter than the other days, and the backlight was made. The dance i witnessed was a butterfly. After registration, what remained is the image of the post. It looks like an assembly, almost a collage perhaps, but contrast that remains squeathes the imaginary to fly beyond the image and thoughts.


Frente a mi ventana vive un pino. Te acompaño día tras día, en todas las estaciones. Desde su verde espigado hasta el óxido en invierno, los conos de pino se desploman cerca de Navidad y son imprescindibles para las aves. Él tiene la compañía de otro pino, más a la izquierda, y juntos se completan en sus ramas a menudo entrelazadas. En algún momento perdido en mi calendario, miré un movimiento diferente en la dirección de mis ojos. El sol ya había anunciado que sería más caliente que los otros días, y la luz de fondo se hizo. El baile que presencié fue una mariposa. Después del registro, lo que quedó es la imagen del post. Parece un ensamblaje, casi un collage tal vez, pero el contraste que permanece chirria el imaginario para volar más allá de la imagen y los pensamientos.









Foto: Chronosfer.