Fotografia: Uma chance à humanidade (A chance for humanity)

Talvez seja uma rara chance de a humanidade olhar para si mesma. Olhar com olhos humanistas. Olhar em que a violência, o racismo, a homofobia, a discriminação, a desigualdade, o ódio, a segregação não sejam reflexos nas retinas. Olhar para dentro de si mesmo e ver o outro. Olhar que pode transformar a utopia, o sonho em realidade. Olhar e viver uma chance à humanidade.

Maybe it’s a rare chance for humanity to look at itself. Look with humanistic eyes. Looking at violence, racism, homophobia, discrimination, inequality, hatred, segregation are not reflexes in the retinas. Look inside yourself and see each other. Look that can turn utopia, dream into reality. Look and live a chance for humanity.

Tal vez sea una rara oportunidad para que la humanidad se mire a sí misma. Mira con ojos humanistas. Mirando la violencia, el racismo, la homofobia, la discriminación, la desigualdad, el odio, la segregación no son reflejos en las retinas. Mira dentro de ti mismo y nos vemos. Mira que puede convertir la utopía, soñar en realidad. Mira y vive una oportunidad para la humanidad.

Fotos: Chronosfer. Praga.

Fotografia: Pequenos recortes da passagem do tempo (Small clippings of the passage of time)

O tempo não escolhe tempo para acontecer. Vive o seu tempo o tempo todo. Seja como sol, como chuva, como temporal, como frio, como apenas um relógio marcando sua passagem. Os olhos do tempo são os que atravessam nossas retinas e revelam imagens. E elas, ao entrarem em nós, ganham um novo tempo. O nosso tempo. O tempo em que vivemos.

Time doesn’t choose time to happen. You live your time all the time. Whether as sun, as rain, as temporal, as cold, as just a clock marking your passage. The eyes of time are the ones that pass through our retinas and reveal images. And they, when they come into us, they gain a new time. Our time. The time we live in.

El tiempo no elige el tiempo para suceder. Vives tu tiempo todo el tiempo. Ya sea como el sol, como la lluvia, como temporal, tan frío, como un reloj que marca tu pasaje. Los ojos del tiempo son los que pasan a través de nuestras retinas y revelan imágenes. Y ellos, cuando entran en nosotros, ganan un nuevo tiempo. Nuestro tiempo. El tiempo en que vivimos.

Fotos: Chronosfer. Porto Alegre.

Fotografia: Recortes do cotidiano (Everyday clippings)

Assim são os dias. Passam como passam os olhos a cada segundo das horas que a vida vive. E em cada um deles, a surpresa e o encanto desse viver. O cotidiano é a vida em sua plenitude

That’s the way the days are. They pass as they pass their eyes every second of the hours that life lives. And in each of them, the surprise and charm of this life. Everyday life is life in its fullness.

Así son los días. Pasan al pasar los ojos cada segundo de las horas que vive la vida. Y en cada uno de ellos, la sorpresa y el encanto de esta vida. La vida cotidiana es la vida en su plenitud.

Fotos: Chronosfer.

Fotografia: Saudade do outono do lado de fora (I miss autumn outside)

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Dias vividos para dentro sentem falta do lado de fora. As cores da natureza amadurecem a cada dia, preparando-se para o inverno, quando então irão se recolher. Aqui, dentro de mim, dentro do confinamento, os olhos não encontram esse movimento natural. O vazio das ruas tornam mais visíveis os prédios e suas janelas e outros olhos. Na saudade do outono e de sua transição para outra estação há outros encontros: o de dentro e o de outros olhos. Neles e com eles, a vida se reinventa e o outono renasce a cada dia. A natureza não pode esperar.

Days lived inside miss the outside. The colors of nature ripen every day, preparing for winter, when they will then retire. Here, inside me, inside the confinement, the eyes do not find this natural movement. The emptiness of the streets make more visible the buildings and their windows and other eyes. In the longing of autumn and its transition to another season there are other encounters: the inside and the other eyes. In them and with them, life reinvents itself and autumn is reborn every day. Nature can’t wait.

Los días vividos dentro extrañan el exterior. Los colores de la naturaleza maduran todos los días, preparándose para el invierno, cuando luego se retirarán. Aquí, dentro de mí, dentro del confinamiento, los ojos no encuentran este movimiento natural. El vacío de las calles hace más visibles los edificios y sus ventanas y otros ojos. En el anhelo del otoño y su transición a otra temporada hay otros encuentros: el interior y los otros ojos. En ellos y con ellos, la vida se reinventa y el otoño renace cada día. La naturaleza no puede esperar.

Fotos: Chronosfer. Outono, pelos caminhos da vida.

Fotografia: História de tantas vidas (History of so many lives)

Roma

Às vezes, ou quase sempre, olhamos a História como uma passagem no tempo sendo contada por documentos, livros, arte, descobertas arqueológicas, vestígios. Todo um modo de vida é reconstruído. E aqueles que foram alicerces das construções são anônimos cujas vidas não sabemos. Assim caminha a humanidade. Tantas vidas esquecidas dentro da história que ajudaram a construir.

Sometimes, or almost always, we look at history as a passage of time being told by documents, books, art, archaeological discoveries, traces. A whole way of life is rebuilt. And those who were the foundations of the buildings are anonymous whose lives we don’t know. This is how humanity goes. So many forgotten lives within the story that helped build.

A veces, o casi siempre, vemos la historia como un pasaje del tiempo contado por documentos, libros, arte, descubrimientos arqueológicos, huellas. Se reconstruye toda una forma de vida. Y los que fueron los cimientos de los edificios son anónimos cuyas vidas no conocemos. Así es como va la humanidad. Tantas vidas olvidadas dentro de la historia que ayudaste a construir.

Foto: Chronosfer. Roma. Coliseu visto do Monte Palatino.

Fotografia: A vida continua III (Life goes on III)

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Os dias não são mais os mesmos. E a vida continua. Cada um vivendo o seu normal dentro de um outro “normal”. Os pássaros continuam voando e fazendo ninhos e cantando ao amanhecer. Outros, buscam alimento. Se o horizonte da minha janela é a mais próxima do outro lado da rua, basta um passo a esquerda e abre-se um novo caminho. Lá está o trabalho essencial sendo feito pelo anônimo, que tantas vezes é esquecido e o nome perde-se entre as nuvens. A ele, por manter a segurança de nossas vidas em troca da insegurança da sua, todo o meu reconhecimento e amor. A vida continua por existir pessoas como ele. Os pássaros voam por existir pessoas como ele. A minha vida vista pela janela é possível porque ele está lá por mim. Muito obrigado.

The days are not the same anymore. And life goes on. Each living their normal within another “normal”. The birds continue to fly and nest and sing at dawn. Others seek food. If the horizon of my window is the closest to the other side of the street, just one step to the left and a new path opens up. There is the essential work being done by the anonymous, who is so often forgotten and the name is lost among the clouds. To him, for maintaining the security of our lives in exchange for the insecurity of his, all my recognition and love. Life goes on because there are people like him. Birds fly because there are people like him. My life seen through the window is possible because he’s there for me. Thank you very much.

Los días ya no son los mismos. Y la vida continúa. Cada uno vive su normalidad dentro de otro “normal”. Las aves siguen volando, anidando y cantando al amanecer. Otros buscan comida. Si el horizonte de mi ventana es el más cercano al otro lado de la calle, sólo un paso a la izquierda y se abre un nuevo camino. Existe el trabajo esencial que están haciendo los anónimos, que tan a menudo se olvidan y el nombre se pierde entre las nubes. A él, por mantener la seguridad de nuestras vidas a cambio de la inseguridad suya, todo mi reconocimiento y amor. La vida continúa porque hay gente como él. Los pájaros vuelan porque hay gente como él. Mi vida vista a través de la ventana es posible porque está ahí para mí. Muchas gracias.

Fotos: Chronosfer.

Fotografia: O céu que não irei mais olhar (The sky I won’t look at anymore)

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De um dia para o outro o mundo mudou. O medo se instalou em nossas casas e corações. Nossos olhos passaram a olhar mais os efeitos do descanso das ruas, das calçadas, da natureza, das árvores, do céu. Da janela do confinamento, o fim do dia é assim. Não todos os dias. Nunca um dia é igual ao outro, nunca um final de dia é igual ao outro. E ele todos os dias me instiga, me alimenta, me dá forças e me lança para o centro de uma palavra chamada esperança. Amanhã ou depois não olharei mais estes céus de fim de dia. Aos poucos, a rotina da velocidade de tudo voltará. E ao lado da minha janela será construído um prédio de 18 andares. Na retina, toda a vida dos céus já está em minha memória.

Overnight the world changed. Fear has settled in our homes and hearts. Our eyes began to look more at the effects of the rest of the streets, the sidewalks, nature, the trees, the sky. From the lockdown window, the end of the day is like this. Not every day. Never one day is the same as the other, never one end of the day is equal to the other. And he stirs me up every day, feeds me, gives me strength and throws me to the center of a word called hope. Tomorrow or later I will no longer look at these end-of-day skies. And next to my window will be built a building of 18 floors. In the retina, all the life of heaven is already in my memory.

De la noche a la mañana el mundo cambió. El miedo se ha asentado en nuestros hogares y corazones. Nuestros ojos comenzaron a mirar más a los efectos del resto de las calles, las aceras, la naturaleza, los árboles, el cielo. Desde la ventana de encierro, el final del día es así. No todos los días. Nunca un día es lo mismo que el otro, nunca un final del día es igual al otro. Y me excita todos los días, me alimenta, me da fuerzas y me pone al centro de una palabra llamada esperanza. Mañana o más tarde ya no miraré estos cielos al final del día. Y junto a mi ventana se construirá un edificio de 18 plantas. En la retina, toda la vida del cielo ya está en mi memoria.

Fotos: Chronosfer. Porto Alegre.

Fotografia: Amanhecer sem sol (Sunrise without sun)

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As manhãs nascem com a luz solar. Às vezes, a névoa faz visita. Instala-se para uma longa conversa sobre a natureza e as construções dentro dela. Sobre a devastação. Sobre a sobrevivência. Deixa avisos. Alerta. E depois, parte. É hora de o sol iluminar nossa consciência. O dia é sempre longo antes de a lua nascer em nossos olhos.

Mornings are born with sunlight. Sometimes the fog visits. It settles for a long conversation about nature and the buildings within it. About the devastation. About survival. Leave warnings. Alert. And then you leave. It’s time for the sun to enlighten our consciousness. The day is always long before the moon rises in our eyes.

Las mañanas nacen con la luz del sol. A veces la niebla visita. Se conforma con una larga conversación sobre la naturaleza y los edificios dentro de ella. Sobre la devastación. Sobre la supervivencia. Deje advertencias. Alerta. Y luego te vas. Es hora de que el sol ilumine nuestra conciencia. El día siempre es largo antes de que la luna se levante en nuestros ojos.

Foto: Chronosfer. Nova Petrópolis, Rio Grande do Sul, Brasil.

Fotografia: Tempo para esperar (Time to wait)

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O tempo às vezes é apenas uma simples cadeira à espera do coração. Os olhos ficam atentos para o que a vida proporciona. A escolha é sempre de quem sente o viver.

Time is sometimes just a simple chair waiting for the heart. The eyes are attentive to what life provides. The choice is always who feels the living.

El tiempo es a veces sólo una simple silla esperando el corazón. Los ojos están atentos a lo que la vida proporciona. La elección es siempre quién siente lo que vive.

Foto: Chronosfer. Nova Petrópolis, Rio Grande do Sul, Brasil.

Fotografia: Grafismo cotidiano (Everyday graphics)

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As cores nos acompanham. Os traços nos acompanham. Juntos, formas criam no cotidiano a diversidade. Para o olhar, para a velocidade das horas, para a lenta passagem do coração pelas linhas que o conduzem até a alma do próprio coração.

The colors accompany us. The traces accompany us. Together, forms create diversity in everyday life. For the gaze, for the speed of the hours, for the slow passage of the heart through the lines that lead to the soul of the heart itself.

Los colores nos acompañan. Las huellas nos acompañan. Juntos, las formas crean diversidad en la vida cotidiana. Por la mirada, por la velocidad de las horas, por el paso lento del corazón a través de las líneas que conducen al alma del corazón mismo.

Foto: Chronosfer. La Boca, Buenos Aires.