Fotografia: Desenho do fim do dia (End of day design)

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Fotos: Chronosfer. O fim do dia é sempre diferente de todos os outros. Nunca é igual em seus desenhos, cores, luz solar, a passagem para o anoitecer. Nele, há sempre o novo. Apresenta-se e depois parte para outros lugares. Esta é a beleza do fim do dia. A renovação e seguir adiante para novos dias.

The end of the day is always different from all the others. Never is the same in your drawings, colors, sunlight, the passage for nightfall. In it, there is always the new. Introduce yourself and then go elsewhere. This is the beauty of the end of the day. The renewal and move on to new days.

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John Lennon & Victor Jara: Manifiesto

Yo no canto por cantar
ni por tener buena voz,
canto porque la guitarra
tiene sentido y razón.
Tiene corazón de tierra
y alas de palomita,
es como el agua bendita
santigua glorias y penas.
Aquí se encajó mi canto
como dijera Violeta
guitarra trabajadora
con olor a primavera.
Que no es guitarra de ricos
ni cosa que se parezca
mi canto es de los andamios
para alcanzar las estrellas,
que el canto tiene sentido
cuando palpita en las venas
del que morirá cantando
las verdades
Believe Music (em nome de Sucesión Víctor Jara); Rumblefish (Publishing) e 13 associações de direitos musicais. Os créditos estão ao fim da animação.
Believe Music (in the name of Succession Víctor Jara); Rumblefish (Publishing) and 13 associations of musical rights. Credits are at the end of the animation.

Livro: A ponte invisível de Julie Orringer (Book: The Invisible Bridge by Julie Orringer)

Poucas são as surpresas em romances cujo enredo é a II Guerra Mundial. No entanto, a temática ainda está inserida e ficará por toda a eternidade no “para nunca mais esquecer e ser repetido”. O primeiro item sim, está sempre presente em nossos pensamentos. O segundo, se repete não a cada período se não que a cada ano ou a cada seis meses ou a cada um mês ou a cada dia. O terror imposto então pelo nazismo e todas as suas causas e consequências cujas marcas são profundas estão vivas e se manifestam de formas diversas. A humanidade está ferida de morte, as cicatrizes deixadas na década de quarenta do século passado não cicatrizaram o suficiente para ficarem lá atrás, naqueles tempos. A ponte invísivel, romance de estreia de Julie Orringer narra a trajetória dos irmãos húngaros Andras e Tibor Lévi pouco antes de o grande conflito bélico iniciar até o seu final, em 1945. Todavia, mais que narrar o que poderia ser as suas aventuras, os caminhos que levam Andras para Paris estudar na École Spéciale d´Architecture e Tibor viajar para Modena, na Itália, cursar Medicina, se encontram e desencontram em meio a intolerância, ao absurdo e a irracionalidade de uma guerra que além de dominar territórios se propõe a exterminar um povo. A família judaica Lévi é o centro da narrativa de Orringer. E mostra o quanto na Hungria os judeus eram tratados. Convém lembrar que o país magiar era aliado da Alemanha e naquele período o tratamento dado aos reféns judeus era diferente dos que iam diretamente para os campos de concentração. Porém, não menos cruel, não menos desumano, não menos criminoso. Os trabalhos mais leves que recebiam, ao serem “convocados” eram do tipo limpeza de campos minados, por exemplo. A convocação durava em torno de dois anos, depois retornavam para suas casas, onde as famílias tentavam viver uma vida normal, até a próxima convocação. A pequena Konyár dos Lévi é onde tudo começa e se vai se estendendo para Budapeste, Paris, Modena, e em círculos, relacionamento afetivos seja de amor entre Andras e Klara, os matizes artísticos do irmão mais novo Mátyás, as amizades nos campos de trabalho, a perversidade de alguns personagens comuns no início do romance que em meio a narrativa vão revelando suas verdadeiras faces, até o desfecho de tudo, os anos afundam a humanidade em uma assustadora névoa de desesperança e falta de perspectiva. E ao mesmo tempo também se mostra em toda a sua luminosidade para que m sabe um mundo melhor, mais livre, mais tolerante, mais justo e humano. A história contada por Julie Orringer é muito pessoal, e mais que traçar um comentário sobre as 728 páginas do livro, a sua leitura é essecial. Pode ser lenta, pelo volume de páginas, pelo volume de informações. Entretanto, a exemplo do filme, O jogo da Imitação é transformado em linguagem fílmica ou em linguagem escrita que se aproxima perigosamente dos dias atuais. Mudam as formas, as estéticas, as expressões, o requinte com que se brinca com as vidas e como se decide se continuam a ser vidas ou apenas lembranças. Livro que deve ser lido, refletido para além de ser um romance e ser, quem sabe, um dos alicerces do pensamento do quanto temos que amadurecer como seres humanos e transformar a humanidade. Mais que exemplo, a realidade posta diante de nossas vidas e em nossa capacidade de decidir. Pela paz.

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There are few surprises in novels whose plot is World War II. However, the theme is still inserted and will remain for all eternity inserted in the “never to forget and be repeated”. The first item, yes, is always present in our thoughts. The second is repeated not every period if not every year or every six months or every month or every day. The terror imposed by Nazism and all its causes and consequences whose marks are deep are alive and manifest in diverse forms. Humanity is mortally wounded, the scars left in the forties of the last century have not healed enough to be back there in those times. Julie Orringer’s debut novel The Invisible Bridge chronicles the trajectory of the Hungarian brothers Andras and Tibor Lévi shortly before the great war began until its end in 1945. However, rather than narrating what their adventures might be, the paths that take Andras to Paris to study in the École Spéciale d’Architecture and Tibor travel to Modena, Italy, to study Medicine, meet and disagree amid the intolerance, the absurdity and the irrationality of a war that in addition to dominating territories proposes to exterminate a people. The Jewish family Levi is the center of Orringer’s narrative. And it shows how much the Jews in Hungary were treated. It should be remembered that the Magyar country was allied with Germany, and at that time the treatment of the Jewish hostages was different from those going directly to the concentration camps. But no less cruel, no less inhuman, no less criminal. The lighter jobs that they received, when “called” were of the type cleaning of minefields, for example. The summons lasted for about two years, then returned to their homes, where families tried to live a normal life until the next summons. The little Konyár dos Levi is where everything begins and if it extends to Budapest, Paris, Modena, and in circles, affectionate relationship is between Andras and Klara love, the artistic nuances of the younger brother Mátyás, the friendships in the fields of work , the perversity of some common characters at the beginning of the novel that in the middle of the narrative reveal their true faces, until the end of everything, years sink humanity in a frightening haze of hopelessness and lack of perspective. And at the same time it also shows itself in all its luminosity so that it knows a better, freer, more tolerant, more just and human world. The story told by Julie Orringer is very personal, and more than trace, and here I write, a comment on the 728 pages of the book, I indicate its reading. It may be slow, because of the volume of pages, by the volume of information. However, like the movie, The Imitation Game is transformed into filmic language or written language is dangerously approaching today. They change the forms, the aesthetics, the expressions, the refinement with which one plays with the lives and how one decides if they continue to be lives or only memories. A book that must be read, reflected in addition to being a novel and perhaps one of the foundations of thinking how much we have to mature as human beings and transform humanity. More than an example, the reality put before our lives and our ability to decide. For peace.

Ficção: Os potros (Fiction: The horses)

A água rápida dos recantos toca os cascos. Os raios brilham, as nuvens secas ganham a cor da noite. O horizonte é uma cruz distante. No fim do dia o começo. As peles e os pelos se confundem na umidade dos cheiros, na  aspereza das mãos, no corte trançado das rédeas. Dentro do dentro uma outra noite. A memória ainda é tênue. O destino é um velho signo cujo código se perde no laço da própria sorte. Antes, muito antes, quando a tarde ainda era um pedaço, os velhos queimaram o fumo. Depois, pouco depois, quando a luz cinza listrou os campos, as unhas da terra se entranharam pelos atalhos. A planície sem fim assombrava suas histórias. Os potros, vultos velozes, chegam ao verde, sentem a dor da lida e o sangue dos movimentos. Retornam vivos, a doma é passado. A marca dos estilhaços é o que resta na memória. Saem de dentro da ausência, correm para a margem desse rio. Chegam nas entranhas das lembranças, se livram de todos os arreios. A liberdade é mais que uma poça d´água onde os cascos escondem as feridas de suas andanças de um tempo que hoje é apenas um braço de terra seca.

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The fast water from the nooks touches the hooves. The rays shine, the dry clouds gain the color of the night. The horizon is a distant cross. At the end of the day the beginning. The skins and hairs mingle in the moisture of the smells, the roughness of the hands, the braided cut of the reins. Inside the inside another night. The memory is still tenuous. Destiny is an old sign whose code is lost in the bond of fate itself. Earlier, much earlier, when the afternoon was still a piece, the old men burned the smoke. Then, shortly afterwards, when the gray light scattered the fields, the nails of the earth clung to the shortcuts. The endless plain haunted their stories. The colts, swift figures, reach the green, feel the pain of the hand and the blood of the movements. They return alive, the dressage is passed. The shrapnel mark is what’s left in the memory. Out of the absence, they run to the bank of that river. They get into the guts of memories, they get rid of all the harnesses. Freedom is more than a pool of water where hoofs hide the wounds of their wanderings of a time that today is only an arm of dry land.

Foto e texto: Chronosfer.

Fotografia: Fantasma no temporal (Ghost in the storm)

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Fotos: Chronosfer. A noite e tempestade se aliam e despertam fantasmas. Caminham pelas ruas com naturalidade. São espontâneos. E adormecem com a luz do dia.

The night and storm are allied and wake up ghosts. They walk the streets with ease. They are spontaneous. And fall asleep with the light of day.

Fotografia: A história presente (The present history)

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Fotos: Chronosfer. Prédios são reveladores. falam por suas paredes, janelas, portas, detalhes. Mostram os tempos vividos. O que estão sendo vividos. Os que serão vividos. Revelam nosso olhar e nossa vida. Cada em seu tempo. Nós, atravessando-o.

Buildings are revealing. speak for their walls, windows, doors, details. They show the times lived. What is being lived. Those who will be lived. They reveal our gaze and our life. Each in its time. We, crossing him.

Fotografia: Contemplar o amanhecer (Contemplate the dawn)

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Fotos: Chronosfer. O olhar suave acolhe o dia. Os tons coloridos, os ramos dos pinheiros. O olhar acolhe o sonho. O que todos nós sonhamos. E renova o presente.

The soft gaze welcomes the day. The colored tones, the branches of the pines. The gaze welcomes the dream. What we all dream about. And renew the present.

Fotografia: Faces da Copa do Mundo (Faces of the World Cup)

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Fotos: Chronosfer. Não estive na Russia. Não assisti a todos os jogos da Copa do Mundo. Do pouco que meus olhos se debruçaram diante da televisão, decidi fotografar algumas imagens. Uma experiência nova. Do que pude sentir da alegria à tristeza, o que mais alentou meus dias foram essas manifestações espontâneas em que a vida pode ser maior que erguer uma taça. Para os torcedores do Panamá, por exemplo, o primeiro goal feito em Copa tem esse gosto extraordinário. A alegria, a felicidade, ser protagonista mesmo sem a vitória no placar. Uma lição maravilhosa. Assim, como atletas de Senegal, Nigéria, Colômbia, Costa Rica e tantos outros foram dignos em sua tristeza por uma eliminação. Mais que tudo, para mim, lições de integridade, entrega, amor. Se faltou futebol, as torcidas e muitas seleções salvaram com seus gestos de humanidade.  (os créditos das imagens capturadas no Canal SporTV, do Brasil, ficam por enquanto vazios, não consegui os nomes dos cinegrafistas, a quem agradeço por tanto que ofereceram para nós.)

I was not in Russia. I did not watch every game of the World Cup. As my eyes narrowed before the television, I decided to take some pictures. A new experience. From what I could feel from joy to sadness, what most excited my days were these spontaneous manifestations in which life can be greater than raising a cup. For fans of Panama, for example, the first goal made in Copa has this extraordinary taste. Joy, happiness, being the protagonist even without victory on the scoreboard. A wonderful lesson. Thus, as athletes from Senegal, Nigeria, Colombia, Costa Rica and so many others were worthy in their sadness by an elimination. More than anything, for me, lessons of integrity, surrender, love. If football was lacking, the fans and many selections saved with their gestures of humanity. (the credits of the images captured on the SporTV Channel of Brazil are empty for the time being, I did not get the names of the videographers, whom I thank for what they offered to us.)

Fotografia: Meu amigo (My friend)

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Fotos: Chronosfer. O nome da canção interpretada pelo Duo GisBranco é Pássaros (Birds), com voz de Sérgio Santos, com letra de Chico Cesar. Não faço a tradução para não eventualmente distorcer o sentido do poema e prejudicar o autor. O post é uma homenagens a todo os meus amigos que aqui chegam neste Chronos.

The name of the song interpreted by the Duo GisBranco is Birds (Birds), with voice of Sérgio Santos, with lyrics of Chico Cesar. I do not do the translation so as not to distort the meaning of the poem and harm the author. The post is a tribute to all my friends who arrive here at this Chronos.

Pássaros (Bianca Gismonti/ Chico Cesar): ai meu são francisco quem são esses pássaros inquietos que inclinam o piano e a nossa casa serão mulheres cubistas ou meninas de velasquez naturezas vivas a brotar do chão ai meu são francisco as meninas passareiam num rodopio sem fim num corrupio em mim.

Dias sem acesso ao blog (Days without blog access)

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Foto: Chronosfer. A todos os seguidores e visitantes peço desculpas pela ausência de alguns dias. O motivo foi muito simples: não tinha acesso ao blog. Depois de algumas tentativas, descobri que deveria trocar a senha e somente hoje, neste quase final da manhã, consegui finalizar o processo. Amanhã os posts estarão sendo postados de forma normal. Mais uma vez, peço desculpas e muito obrigado.

To all the followers and visitors I apologize for the absence of a few days. The reason was very simple: I did not have access to the blog. After a few attempts, I discovered that I should change the password and only today, this late in the morning, I was able to finish the process. Tomorrow the posts will be being posted in a normal way. Once again, I apologize and thank you so much.